quinta-feira, 2 de julho de 2015

De um ex formando

Mauri Kunzler, que mora em Passo Fundo e hoje cursa Agronomia na Universidade de Passo Fundo, foi formando do padre Eduardo em 2012, 2013 e 2014, cursando todo o Ensino Médio sob a tutela do padre Eduardo. Ele decidiu deixar o seminário no fim do ano passado e, em três anos, guardou recordações muito boas dele. Entre elas seguem algumas em fotos que ele enviou para nós.

Fotos dos seminaristas e formadores em 2013:
Na época o seminarista Saulo Tonini, hoje seminarista do segundo ano de Teologia, era o seminarista que auxiliava o Padre Eduardo na formação.
Dir.: Padre Eduardo, Mauri K., Saulo T. (auxiliar da formação)

Dir.: Padre Eduardo, Fabrício B. L., Miguel A. S. R., Anderson M., Saulo T.

Férias de Julho de 2013, na Cascata do Itacurubi, RS:
Na ocasião o padre e Mauri foram junto de Fabrício Benin Lorenzato, então seminarista do terceiro ano do Ensino Médio, nas terras do seu pai em uma cidade gaúcha, na fronteira do Brasil com o Uruguai.

Uma das imagens marcantes da visita dele à fronteira gaúcha com o Uruguai.

Com Mauri Kunzler


Com Mauri Kunzler


Com Altair Lorenzato.

Aqui com Fabrício Lorenzato.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Homenagem de um primo

Esta homenagem vem de Mateus Dametto, primo do padre Eduardo Pegoraro. Na fotos os dois encantando a família com seus dons musicais.

Primo Dudi.

 Não foi fácil acreditar, não foi e não será fácil aceitar... Mas Deus vem sem avisar e colhe as flores mais bonitas e importantes para o seu jardim e, com certeza, você está em um lugar muito melhor do que aqui, tocando um violão e cuidando de nós junto ao nosso Pai Celestial... A Saudade sempre será Eterna, mas vou procurar lembrar de Ti sempre olhando para essa foto, essa noite que foi o nosso último encontro juntos, onde tocamos uma gaita e uma viola junto com os nossos familiares, todos bem, todos felizes.
Obrigado pelos ensinamentos, pela sua forma alegre de contagiar a todos.

Fica com Deus, e cuida de nós meu Primo!!!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Da família Pegoraro

Nesta manhã uma das irmãs do padre Eduardo Pegoraro, Marindia Pegoraro, nos enviou algumas fotos dele, para homenagem, recordando alguns momentos deste grande padre. Confira as fotos enviadas por ela:

Cinquenta anos de casamento de Osvaldo e Dilva Maschio

Trigésimo terceiro aniversário do padre Eduardo Pegoraro, comemorado no Seminário Sagrado Coração de Jesus, no dia 09 de janeiro de 2015. 
Na foto com o amigo e ex-colega de seminário Ronaldo Fantinell.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mataram mais um irmão

Em evidente estado de mágoa, o padre Dalci Debastiani, pároco na cidade de Gentil, RS, nos escreve um texto que exprime, de certa forma, o sentimento de indignação de muitos que foram tocados pelo assassinato do padre Eduardo Pegoraro. 
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No último dia 22 de Junho foi lembrado o Trigésimo dia do assassinato do Pe. Eduardo Pegoraro em Tapera. Ainda abalada e comovida a comunidade e região realizou uma grande manifestação em favor da Paz e repudiou a violência que vitimou o padre Eduardo e que vitima 154 pessoas por dia no Brasil. De cada 100 homicídios, que ocorrem no mundo 13 acontecem em nosso país. Vivemos em estado permanente de guerra silenciosa. E o pior é que nós até acabamos nos acostumando com essa banalização da vida. A violência é fruto das injustiças, da intolerância, da idolatria que a sociedade faz do dinheiro, do consumo e do prazer tornando a vida descartável. Infelizmente nossa cultura respira mais a morte do que a vida. Ao Padre Eduardo e a cada irmão que tomba pela causa do Reino de Deus cabe o conteúdo da canção do Pe. Zezinho “mataram mais um irmão, mas ele ressuscitará. O povo não esquecerá”. Isso nos envergonha! Que seres “humanos” somos? Em cada irmão que tomba Deus fala aos Cains de hoje: “Ouço o sangue do seu irmão, clamando da terra para mim”. (Gênesis 4, 10). “... e vocês sabem que nenhum assassino tem dentro de si a vida eterna”. (Primeira carta de João 3:15”. Um psicopata como o que declarou a pena de morte ao Pe. Eduardo tem recuperação? Existe um seguimento da neurociência o qual afirma que psicopata não se recupera. Em liberdade, uma pessoa dessas representa um constante perigo a todos. Porque ele não pode se desequilibrar emocionalmente que mata. Um caso desses necessitaria, ao menos, a prisão perpétua e o reparo aos danos causados à sociedade. Você não acha? Claro, a vingança do cristão é o perdão, mas durante a manifestação o clamor por justiça foi muito grande. Sabemos que da justiça no Brasil não podemos esperar muito. Porém, da justiça divina ninguém se escapa. Aliás, não sei se me enganei, na manifestação não percebi a presença de representantes da Comissão dos Direitos Humanos prestando sua solidariedade, ao menos aos familiares do Pe. Eduardo. Ou já teriam visitado a família? Pe. Eduardo morreu mártir da vida. “Vida eu te quero, vida és Tu, meu Deus”.
Dalci Debastiani

Padre e Jornalista

Escute aí!!!

Galera!
   Das 13:00h às 14:00h os seminaristas Anderson Munari, Miguel Ângelo e Saulo Tonini participarão do programa "Gente que pensa e que faz", da rádio Planalto AM, falando sobre o nosso blog e sobre as homenagens ao nosso querido padre Eduardo Pegoraro. Então sintonize o seu rádio na Rádio Planalto AM 730khz!
 

MENSAGEM DA EEEM DIONÍSIO LOTHÁRIO CHASSOT CAMINHADA PELA PAZ – HOMENAGEM AO PADRE EDUARDO

Alunos da escola com faixa pedindo pela paz
Esta homenagem vem da Escola Dionísio Lothário Chassot, de Tapera, onde, por muito tempo, estudaram os seminaristas da nossa Arquidiocese.
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A Escola Dionísio Lothário Chassot se faz presente nesta manifestação pela paz com seus alunos, professores funcionários e pais por acreditar e difundir a ideia de que “A PAZ ESTÁ EM NOSSAS MÃOS”. Esse projeto desenvolvido junto aos alunos tem presente que o melhor meio de transmitir a paz é através de nossas atitudes de respeito, consideração e valorização de todas as pessoas. Nesse momento em que recordamos o Padre Eduardo e seu belo trabalho em nossa comunidade, voltamos o pensamento nas suas palavras na última noite da novena de maio passado, quando incentivou o cultivo de relações fraternas e harmoniosas entre todos. Que em honra à sua memória possamos concretizar cada vez mais em toda a nossa comunidade- a paz. Que ela seja vivida nas famílias, nas turmas da escola e de amigos, de maneira que todos possamos dar mais sentido à vida e à fé que nos une como irmão diante de Deus. Não poderemos jamais esquecer que aqui em Tapera um Padre foi assassinado! Não se pode tirar a vida de um aluno, nem de professor, nem de um filho, nem de qualquer pai, de ninguém, pois cada um é um Projeto de Deus, quanto mais de um enviado de Deus como o Padre que acompanha e celebra a fé de sua comunidade. Temos de nos indignar para que não se banalize a vida. Que não se repita com ninguém nenhum ato de violência! O padre em suas últimas mensagens também expressou três ideias significativas que devemos levar em nossa vida: a necessidade que os seres humanos tem de dar sentido à sua existência, de encontrar tempo para a vida em família e os amigos e celebrar a sua vida em oração. Sigamos o belo exemplo e as orientações do Pe. Eduardo.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

De um casal amigo

A homenagem que segue foi enviada pelo casal de Casca, Edinei e Silvana.

Eterno Amigo Pe.Eduardo
   São muitas lembranças que marcaram a nossa vida .. e uma delas você estava presente, tivemos a honra de termos vc celebrando o nosso matrimônio, nos abençoando para seguirmos o nosso caminho; Cada palavra dita naquele dia, está se concretizando e nunca serão esquecidas ....
   Sempre será lembrado .... Descanse em Paz ...
 Forte Abraço

Edinei e Silvana

  
  

Carta aberta

Carta aberta dos colegas do Seminário Nossa Senhora Aparecida e irmãos no ministério ordenado do querido amigo/irmão Pe. Eduardo Pegoraro
A vida é repleta de surpresas. Algumas são boas e nos enchem de alegria. Outras surpresas são ruins, provocam sofrimento, dor e morte. O próprio Senhor Jesus nos pediu: “estejam atentos e vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora”. É Jesus quem pede para estarmos preparados para as surpresas da vida.

     E a nossa Arquidiocese de Passo Fundo, seus bispos, presbíteros, seminaristas, a vida religiosa e consagrada, a família Pegoraro, comunidade de Tapera, fomos duramente atingidos por uma surpresa, uma surpresa ruim, um assassinato. No dia 22 de maio de 2015, nossas vidas mudaram para sempre. Recebemos a triste noticia de que o Pe Eduardo Pegoraro havia sido assassinado em seu escritório. Em um primeiro momento parecia mentira, depois, vem a triste confirmação: sim, o Pe Eduardo foi assassinado. Um crime que, segundo o laudo da polícia foi premeditado, qualificado, e que teve este triste desfecho.
     Toda a forma de violência e agressão é repudiada por Deus e não faz parte do projeto do Reino, que é de vida em abundância para todos (Jo 10,10). Já no Antigo Testamento, com Caim e Abel, a violência e a morte foram rejeitadas por Deus, pois Ele é o Deus da vida e não da morte. Também nós, continuadores do projeto do Reino de Deus, manifestamos publicamente nosso profundo sentimento com relação ao acontecido em Tapera. Nada justifica a morte! Nada justifica a violência!

     No ano em que nossa Arquidiocese vive o cuidado com a vida, a Igreja tem dedicado todos os seus esforços na ação evangelizadora para recuperar a cultura do cuidado com a vida em todas as suas dimensões, uma situação limite como esta não pode passar despercebida. É profundamente lamentável que a vida do Pe. Eduardo tenha sido interrompida desta forma. Um jovem presbítero, cheio de alegria e entusiasmo pela pastoral, que estava colocando em prática o seu lema presbiteral: “pregar o Evangelho a toda a criatura”.
   Queremos manifestar também a nossa triste surpresa em relação aos comentários, notas, publicações e outros que circularam pelos meios de comunicação social e rede de relacionamento, que feriram a integridade da pessoa do Pe Eduardo. Além da dor de termos que sepultar um irmão assassinado, temos que conviver com essa triste realidade, carregada de mentiras e falso testemunho. E reafirmamos, com todas as letras que nada justifica o assassinato, nada justifica a violência.
     Que a morte deste filho-irmão-amigo-padre não seja esquecida, assim como a morte cotidiana de tantos que precisamos sepultar, vitimas da violência, do trânsito, dos vícios, das consequências e inconsequências da realidade. Sejamos capazes de superar esta postura relativista diante da morte e de tantos assassinatos que acontecem diariamente em nossas comunidades.
    Por fim, com esta nota, expressamos nossa solidariedade a família do Pe. Eduardo, sua comunidade São Marcos – Água Santa, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia – Tapera, aos seminaristas, a vida religiosa, e de modo todo especial aos padres de nossa Arquidiocese. Como diz nosso querido Papa Francisco: “não deixem que vos roubem a esperança”, mesmo diante de uma situação tão delicada, que expôs a todos os padres, não permitamos que a esperança seja roubada de nossas vidas. Sigamos unidos, cuidando e defendendo a vida, para que a vida seja em abundância para todos.

Passo Fundo, 22 de junho de 2015.