sexta-feira, 19 de junho de 2015

Marcas que nos deixou o pe. Eduardo Pegoraro

|Por Anderson Munari e Miguel Ângelo dos Santos Ramos

Os seminaristas Anderson Munari e Miguel Ângelo dos Santos Ramos preparam um material que recorda alguns dos grandes sinais que nos deixou o padre Eduardo Pegoraro. Este material ficou exposto no mural do Seminário Nossa Senhora Aparecida, onde o padre morou por seis anos, de 25 de maio até esta quinta-feira, 18 de junho, quando foi retirado e guardado. A sua herança como pai, em parte, está aqui:

1 Alegria em viver, em ser sacerdote, em ser vocacionado;
2 Responsabilidade com os seus compromissos, algo que também sabia cobrar;
3 O amor imenso que surpreendia e abrangia a todos, sem preconceitos;
4 Acolhida feita a todos que chegavam a ele;
5 Atenção às necessidades do seminário, da paróquia, das pessoas, enfim;
6 Sensibilidade ao próximo, sabendo o momento que cada um vivia, dizendo as palavras certas, do jeito certo para cada um;
7 Simplicidade que refletia a sua humildade;
8 Sua dinamicidade que fazia acontecer o que fosse necessário, na hora que fosse;
9 Um homem motivador, seja das vocações sacerdotais, seja das tantas outras vocações, projetos, enfim;
10 Era um homem de grande oração, demonstrando isso para aqueles com quem convivia, levando isso muito a sério;
11 Homem com enorme coragem, que demonstrava a todos, através de suas iniciativas de fazer acontecer o que era preciso, houvesse o que houvesse.
12 Era um homem de abraço paterno, amoroso e protetor;
13 Um homem que sabia viver o sacerdócio e fazer as coisas que gostava sem deixar de honrar o compromisso;
14 Foi um homem que soube ser grato pelas pessoas, por aquilo que possuía e tinha a sua disposição;
15 Valorizava as pequenas coisas e a cada um como se fosse a coisa mais importante do mundo.
“Meus desassossegos sentam na varanda pra matear saudades nesta solidão.
Cada pôr de sol dói feito uma brasa queimando lembranças no meu coração”

Obrigado Pe. Eduardo Pegoraro!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Questões do tempo...

Tem dias que parece que tudo é um peso. Quando acontece uma tragédia na nossa vida, tudo muda, repentinamente. O curioso é que, mesmo que eu ache isso muito cruel e burro, faço questão de recordar aquilo que perdi em tudo o que eu faço.


É curioso saber que, por uma estúpida questão, chamada tempo, eu deixei de fazer tantas coisas...! Deixei de dar aquele abraço... Deixei de dizer o que eu precisava dizer e que me planejei falar por muito tempo. Deixei de comemorar junto. Deixei de ser educado... Tudo porque eu sempre confiei que, com o passar do tempo eu saberia como dizer, e não teria problema o quando eu fosse dizer, contando que eu dissesse, fizesse ou compensasse com muito mais carinho do que eu deixei de dar.

O tempo providenciaria o melhor momento. Sim, porque eu fiquei esperando o melhor momento para dizer, fazer e tudo o mais. Aí, quando a pessoa se foi... não levada por um câncer, por acidente de trânsito ou uma tragédia da natureza. Nem por um descuido ou um acidente de trabalho. Mas quando ela foi levada, simplesmente levada... dói. Não apenas “doeu”, porque ainda dói. Dói, porque eu tenho a certeza de que aquele momento que eu sempre esperei para dizer e fazer nunca mais chegará.

E ele não chegará porque ele já foi embora. Eu os tive, sempre, em qualquer momento eu pude dizer “Obrigado pelo teu cuidado comigo”, ou “Me desculpe pelas minhas burradas, minhas estupidas atitudes de um adolescente mimado e egoísta... ignorante!” e então dar uma olhada debaixo para cima, receoso da reação que, por mias apreensivo que eu estivesse, sei que seria de amor. Ou então me sentir abrigado, totalmente protegido de um mundo todo cruel, em um abraço que parece que nunca vai acabar, porque ele parece imortal.

Quanta estupidez! Quanta tolice, idiotice! Eu deveria, sim, ter cuidado mais desse tesouro. Eu deveria ter amado mais esse tesouro. Eu deveria ter dado o verdadeiro valor para esse tesouro. Jamais ter reclamado das chamadas veementes, ou das vezes que cobrou um jogo de futebol de minha parte.

É. Ele morreu... pior, ele foi assassinado! Então, não bastasse a horrível dor da perda, vem a frustrante forma que levou ele. Um tiro. Um objeto de uns poucos centímetros que destruiu um homem de quase dois metros, de cento e poucos quilos, de uma força e vitalidade características de quem é feliz. De quem gosta de viver. E assim ele foi morto. Por um tiro a sangue frio, covarde! De alguém que teve medo de deixar de ser amado... tirou-nos um grande amor... um amor de pai.

Sinto, antecipadamente, a dor da orfandade. A sensação de estar sem chão, como se num espaço sideral, sem qualquer tubo de oxigênio, ou esperança de pisar firme outra vez.

Mas sei que aos poucos o chão vai firmando novamente. É claro, boa parte desta estrada está esburacada... importantes pontos de apoio em minha pista foram arrancados. Mas ainda existem outros, também importantes. E os que faltam me farão valorizar os que ainda existem? Espero que sim.

Obrigado padre Eduardo Pegoraro. Obrigado, porque você foi um pai em minha vida, você me animou, me valorizou, cobrou de mim, sorriu comigo, me fez sorrir, me deixou angustiado, angustiou-se comigo, alegrou-se por mim, e também sentiu-se ferido por tantos erros meus. Mas sempre sendo um amparo. Um homem de Deus, que soube plantar uma semente de amor em mais um coração.

Eu espero conseguir fazer esta planta crescer, florescer, dar frutos s sementes, e que se espalhem em vários corações... Exatamente como aconteceu com você.

Eternamente eu te direi: MUITO OBRIGADO, MEU PAIZINHO!!!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Retorno!


Quando ficamos sabendo do assassinato do padre Eduardo Pegoraro, muitas coisas vieram a mente de cada um. Uma das memórias que me veio a mente, em meio a tantas outras (porque foi um turbilhão) tratava do esforço do padre Eduardo em seu apoio ao nosso blog. Foi ele quem nos apoiou, desde 2012, quando foi iniciado este projeto.
   Ficou, então, a ideia de que, dentre outras coisas, uma das minhas quase obrigações, é levar a diante algo que ele também quis! O blog é resultado de uma construção conjunta e muito bonita! Não podemos desistir dele, como vínhamos fazendo (ele estava prestes a ser excluído), simplesmente porque ele toma tempo e exige de nós. Pelo contrário, deve ser algo que nos impulsione a agir, a sermos corajosos!
Estamos de luto, ainda!
   Uma das grandes e louváveis características do padre Eduardo era a de que "combinado é combinado!", portanto eu devo levar a diante. Combinamos evangelizar, animar vocações por meio desse blog. E vamos cumprir com o combinado!
   Padre Eduardo! Você se foi, mas a sua obra continuará dentro de nossas possibilidades, pois nossa vontade é imensa!
Descanse em paz!
Nós te amamos como filhos.

Desassossegos

Esta é uma das músicas que o padre Eduardo Pegoraro mais gostava.
Em breve publicaremos um material todo especial sobre o nosso querido padre.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Somos gratos!

Pe. Eduardo Pegoraro
09/01/1982 - 22/05/2015
ordenação: 19/07/2009
Obrigado pe. Eduardo Pegoraro!

Nota de pesar

O sorriso dele, sua maior marca...
Já se passou quase uma semana e ainda nada tínhamos nos manifestado a respeito. O nosso amado padre Eduardo Pegoraro, reitor do Seminário Sagrado Coração de Jesus, onde esse blog começou, pároco em Tapera, RS, e nosso Diretor Espiritual se foi.
   É, simples assim. Se foi. Como vocês bem sabem ele foi assassinado no dia 22 desse mês que vivemos por um motivo extremamente fútil. Ciúmes. Besteira. Desde quando alguém tem direito de tirar a vida de alguém por conta de uma desconfiança infundada... ou mesmo que fosse.
   Como eu disse, ele morreu, simples assim. Mas não é tão simples, não, gente, não é! Para nós jamais será simples isso que aconteceu. Existe algo mais complexo que tentar entender como algo que vive deixa de viver? E, pior! Como algo que emanava vida pode morrer com algo tão pequeno como uma bala, fria, sem qualquer intenção de fazer mal para ele?
   Evidentemente estamos TODOS em absoluto choque pela partida brutal de nosso paizinho, que foi arrancado de nós. Sim, estamos órfãos de um grande pai, perdemos um grande irmão, foi morto um Bom Pastor, que tinha o cheiro de suas ovelhas.
   Portanto nos dói isso. Esta é a nossa nota: estamos, de uma forma que não se pode explicar, perplexos, em choque, em luto, em dor. Mas nos restam as doces lembranças de todas as maravilhas de um homem que passou fazendo o bem, como seu maior Mestre: Jesus Cristo que, isso é certo para nós, o acolheu com muito amor, no Paraíso.
    Pedimos orações, neste momento. Orações pela recuperação da família de sangue do padre Eduardo, mas também de todas as famílias que ele deixou órfãs, especialmente pelos seus filhos seminaristas, dos Seminários Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora Aparecida.
   Descanse em paz, nosso paizinho.
   

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Deixem que Eu os conduza





23 de fevereiro de 1993

Primeiro Mistério
Filhos queridos! Nesta tarde, exorto-os à oração e à penitência, numa entrega humilde e sincera a Deus. Deixem que Eu os conduza. O meu Coração Imaculado os guiará a meu filho Jesus.

Segundo Mistério
A experiência e o exercício da humildade, no dever para com o próximo, deve ser uma constante na fraternidade cristã. O meu Coração de Mãe quer levá-los ao amor, através do prazer de servir sem espera de recompensa.

Terceiro Mistério
Meus filhos, permitam que, em cada um de vocês, nasça um Jesus e que Eu os conduza a um crescimento maduro e tranquilo sobre as coisas de Deus.

Quarto Mistério
Queridos filhos, vistam-se com a alvura da castidade e da santidade, para que Eu possa guiá-los a Deus. Somente poderei ajudá-los a encontrar meu filho Jesus, contando também com a ajuda de vocês. Através da Eucaristia, Eu os espero confiante.

Quinto Mistério
Filhos, queridos, a maior sabedoria está na humildade em aceitar, prontamente, os desígnios divinos. Não façam barreiras neste propósito. Sejam tranquilos e transparentes, para que a força vivificadora do Espírito Santo resida em cada um de vocês. 


Obrigada por terem atendido ao Meu chamado

Fonte: Uma voz que fala aos meus ouvidos.
Autor: Raymundo Lopes
Postado por Saulo Tonini

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PROPAGUEM E VIVAM O AMOR





16 de fevereiro de 1993

Primeiro Mistério
Queridos filhos! A paz, se não residir no coração, exteriormente nunca existirá. Estejam em paz para propagarem a paz. Falar de paz e vivenciar a discórdia e o orgulho não leva a lugar algum. Vivam o Evangelho.

Segundo Mistério
Queridos filhos! Somente através do Evangelho será possível vivenciar o enorme valor do amor ao próximo. O que lhes falo tem que ser compreendido em sua essência. Tem que ser vivido, caso contrário nada tem sentido. Não descuidem do que lhes falo.

Terceiro Mistério
Queridos filhos! Quando falarem de amor, vivam o amor. Quando falarem de paz, estejam vocês mesmos em paz. Quando rezarem, sejam sinceros, sem dispersão. Peçam e alcançarão, mas sejam sinceros ao se dirigirem a Deus.

Quarto Mistério
Vivam com todo o fervor o que lhes passo e divulguem minhas mensagens. Daqui sairá todo o esplendor do meu Coração Imaculado, se meu pedido for atendido. Peço-lhes isto com carinho e zelo de Mãe: propaguem e vivam o amor.

Quinto Mistério
Queridos filhos! Quero instalar no coração de cada um de vocês a chama ardente do amor à Sagrada Eucaristia. Porém, somente através do Jejum e do sacrifício às pequenas futilidades do dia-a-dia, isto será possível. Não pratiquem a mesquinhez. Sejam honestos e participem do ato do amor diário aos Irmãos. Vivam - a cada momento - o alto poder da fé.


Obrigada por terem atendido ao Meu chamado.

Fonte: Uma voz que fala aos meus ouvidos.
Autor: Raymundo Lopes
Postado por Saulo Tonini