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sábado, 22 de agosto de 2015

Espaço "In Memorian"


Hoje completam-se três meses de um episódio brutal e inesquecível na vida da Arquidiocese de Passo Fundo e de muitas pessoas. São três meses sem o padre Eduardo Pegoraro, que foi assassinado aos 33 anos na Casa Paroquial em Tapera, Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
   Em 22 de maio nos sentíamos sem chão e assim por um longo período. Até que chegássemos ao dia dos três meses e compilássemos uma pequena memória para alguém que foi tão grande e especial para nós tivemos de caminhar um pouco mais ligeiro e arranjar forças no que fazíamos. Assim foi, promovendo momento de doces lembranças, de pensar e rezar por justiça, de nos mover por ela.
   E hoje publicamos algo que pretendemos fazer valer muito: a memória. Memória de alguém que não pode ser esquecido. Pois, se for esquecido, será, mais uma vez, assassinado! hoje, enfim, publicamos o espaço "Padre Eduardo Pegoraro", onde encontramos um pouquinho do que viveu este grande homem. Ainda temos muito que pesquisar e descobrir sobre ele, mas já conseguimos alguma coisa através de fontes confiáveis.
   Disponham deste espaço construído por muitas mãos.
   Confira o espaço: Padre Eduardo Pegoraro

domingo, 19 de julho de 2015

Seis anos de semeadura

19 de julho de 2015. Hoje comemoramos os seis anos de Ordenação Presbiteral do padre Eduardo Pegoraro, nosso amado ex Diretor Espiritual mas, muito mais que isso, nosso pai, como reitor do Seminário Sagrado Coração de Jesus e pároco da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, ambas funções em Tapera, RS.
   Em Água Santa, terra natal do padre, nesta tarde, celebramos uma missa recordando o aniversário de sua Ordenação e recordamos os dois meses do assassinato do padre Eduardo Pegoraro, ocorrido, como bem sabemos, no dia 22 de maio passado.

   Por isso, no dia de hoje, publicamos um vídeo em homenagem ao padre, recolhendo todas as homenagens enviadas ao padre Eduardo enviadas para o projeto “Mutirão de Homenagens”, proposto pelo nosso blog.  
   Confira o resultado:

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O padre cuidador

Maria Gatto e família
Padre Eduardo representava o cuidado com as pessoas”. Maria Gatto, de Tapera, nos recorda uma das grandes marcas do padre Eduardo, através de uma carta que conta a relação paternal e acolhedora do padre Eduardo Pegoraro, mostra-nos um pouco do sentimento que fica, mesmo depois de dois meses de assassinato do nosso querido padre. É mais uma mensagem para o Mutirão de Homenagens:

Oração...Hospitalidade...Atenção...Compro-misso...Respeito... Consideração... Padre Eduardo representava o cuidado com as pessoas. Descendentes da família de Marco e Rosa Gatto têm o 3º Encontro da Família, marcado para os dias 17 e 18 de setembro de 2016, em Tapera. Planejando, desde o início deste ano, a vinda de tantos familiares e o acolhimento com hospedagem , levamos ao Padre Eduardo essa preocupação. Ele, num gesto de grande humanidade, prontamente disponibilizou as dependências do Seminário Sagrado Coração de Jesus, de Tapera para os parentes, que ali desejassem pernoitar. Sentimos, também por mais esse motivo, dentre tantos outros, muita gratidão pelo gesto do Padre Eduardo e queremos nos unir em oração e solidariedade à família, que no próximo dia 19 de julho lembra o 6º Ano de sua Ordenação Sacerdotal e também o 2º Mês de seu Falecimento. Compartilhamos com os familiares desse momento de dor e saudade, pedindo através de orações a proteção de Deus para amenizar o sofrimento dos pais, irmã e demais familiares . Vale ressaltar, também, suas três ideias mais difundidas em todas as celebrações: celebrar, dar sentido e valorizar a vida, encontrar-se com famílias e amigos e priorizar as orações.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Novo Diretor Espiritual

Pessoal!
   Devido a tragédia do assassinato do padre Eduardo Pegoraro o blog perdeu seu Diretor Espiritual. Por conta disso, coube-nos buscar um novo padre para dar seguimento a esta missão de nos acompanhar na caminhada espiritual, pois é uma dimensão necessária e indispensável na caminhada dos seminaristas, portanto também deste blog.
   Nos últimos dias nos reunimos a fim de sugestões, surgiu o nome do padre Daniel Feltes, vigário da paróquia Nossa Senhora da Saúde, de Tapejara. Ele aceitou o nosso convite e é o novo Diretor Espiritual do blog.

Breve histórico:
   O padre Daniel Feltes, que nasceu em Nova Boa Vista, na época ainda interior de Sarandi, no dia 17 de novembro de 1989, foi seminarista no Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Tapera, RS, no Seminário Nossa Senhora Aparecida e também na casa de formação da paróquia Nossa Senhora da Conceição, ambos em Passo Fundo, RS. No ano passado, ainda seminarista do quarto ano de teologia, foi convidado a fazer parte do blog e aceitou a missão. Ordenou-se diácono há exatos onze meses e padre no dia 14 de março deste ano. Foi designado para a paróquia Nossa Senhora da Saúde de Tapejara, RS, onde exerce sua função presbiteral.

   Padre Daniel, seja bendita mais essa tua missão! Bem-vindo outra vez!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

De um ex formando

Mauri Kunzler, que mora em Passo Fundo e hoje cursa Agronomia na Universidade de Passo Fundo, foi formando do padre Eduardo em 2012, 2013 e 2014, cursando todo o Ensino Médio sob a tutela do padre Eduardo. Ele decidiu deixar o seminário no fim do ano passado e, em três anos, guardou recordações muito boas dele. Entre elas seguem algumas em fotos que ele enviou para nós.

Fotos dos seminaristas e formadores em 2013:
Na época o seminarista Saulo Tonini, hoje seminarista do segundo ano de Teologia, era o seminarista que auxiliava o Padre Eduardo na formação.
Dir.: Padre Eduardo, Mauri K., Saulo T. (auxiliar da formação)

Dir.: Padre Eduardo, Fabrício B. L., Miguel A. S. R., Anderson M., Saulo T.

Férias de Julho de 2013, na Cascata do Itacurubi, RS:
Na ocasião o padre e Mauri foram junto de Fabrício Benin Lorenzato, então seminarista do terceiro ano do Ensino Médio, nas terras do seu pai em uma cidade gaúcha, na fronteira do Brasil com o Uruguai.

Uma das imagens marcantes da visita dele à fronteira gaúcha com o Uruguai.

Com Mauri Kunzler


Com Mauri Kunzler


Com Altair Lorenzato.

Aqui com Fabrício Lorenzato.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Da família Pegoraro

Nesta manhã uma das irmãs do padre Eduardo Pegoraro, Marindia Pegoraro, nos enviou algumas fotos dele, para homenagem, recordando alguns momentos deste grande padre. Confira as fotos enviadas por ela:

Cinquenta anos de casamento de Osvaldo e Dilva Maschio

Trigésimo terceiro aniversário do padre Eduardo Pegoraro, comemorado no Seminário Sagrado Coração de Jesus, no dia 09 de janeiro de 2015. 
Na foto com o amigo e ex-colega de seminário Ronaldo Fantinell.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Nota de solidariedade e esclarecimento dos bispos e clero da Arquidiocese de Passo Fundo

“O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. (Jo10, 9-10)
Jesus, que veio do céu, do coração de Deus Pai, é o Bom Pastor que caminha conosco para que tudo e todos tenham vida em abundância. Já no seu tempo o ladrão se caracterizava como aquele que roubava, matava e destruía.
Em nossos dias, após iniciarmos uma caminhada firme no cuidado com a vida em toda a Arquidiocese, somos assaltados pelo ladrão que rouba, mata e destrói a vida do jovem padre Eduardo Pegoraro. Este fato atingiu aos irmãos no sacerdócio, familiares, seminaristas e a toda a comunidade Nossa Senhora da Pompéia, de Tapera.
Nós, bispos, sacerdotes e seminaristas, queremos manifestar nossa indignação contra a injustiça, a violência crescente contra mulheres, jovens e crianças, que são eliminados do nosso meio porque a idolatria do dinheiro, do consumo e do prazer colocam a vida humana na esfera do descartável. Criamos uma cultura que considera isto normal e onde cada pessoa acaba encontrando as soluções que lhe convém.
Sentimo-nos também profundamente feridos por causa dos comentários maldosos publicados em alguns veículos de comunicação e redes sociais, criminalizando o jovem padre Eduardo, sem saberem sequer o que de fato aconteceu por ocasião de seu assassinato. Esta atitude feriu a família presbiteral, pois procuramos ser abnegados e humildemente doamos nossa vida, a exemplo de Jesus, para que todos tenham vida em abundância.
Para nós, a morte do padre Eduardo Pegoraro, seu sangue derramado, é uma semente plantada em Tapera. Ela germinará e se tornará uma árvore frondosa, que abrigará todas as pessoas de boa vontade para darmos um basta a esta violência, à destruição da natureza e da vida humana. Unidos, geremos uma sociedade onde a vida tenha um valor sagrado e expulsamos o ladrão que hoje a destrói e mata.
Neste ano, quando em todas as paróquias estamos refletindo sobre o cuidado com a vida, vamos continuar a testemunhar nosso esforço, rezando e agindo em favor da vida de todos, especialmente os mais ameaçados em seu dia-a-dia.
“Vida eu te quero, vida és Tu, Senhor!”

Bispos e padres da Arquidiocese de Passo Fundo, 20 de junho de 2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Marcas que nos deixou o pe. Eduardo Pegoraro

|Por Anderson Munari e Miguel Ângelo dos Santos Ramos

Os seminaristas Anderson Munari e Miguel Ângelo dos Santos Ramos preparam um material que recorda alguns dos grandes sinais que nos deixou o padre Eduardo Pegoraro. Este material ficou exposto no mural do Seminário Nossa Senhora Aparecida, onde o padre morou por seis anos, de 25 de maio até esta quinta-feira, 18 de junho, quando foi retirado e guardado. A sua herança como pai, em parte, está aqui:

1 Alegria em viver, em ser sacerdote, em ser vocacionado;
2 Responsabilidade com os seus compromissos, algo que também sabia cobrar;
3 O amor imenso que surpreendia e abrangia a todos, sem preconceitos;
4 Acolhida feita a todos que chegavam a ele;
5 Atenção às necessidades do seminário, da paróquia, das pessoas, enfim;
6 Sensibilidade ao próximo, sabendo o momento que cada um vivia, dizendo as palavras certas, do jeito certo para cada um;
7 Simplicidade que refletia a sua humildade;
8 Sua dinamicidade que fazia acontecer o que fosse necessário, na hora que fosse;
9 Um homem motivador, seja das vocações sacerdotais, seja das tantas outras vocações, projetos, enfim;
10 Era um homem de grande oração, demonstrando isso para aqueles com quem convivia, levando isso muito a sério;
11 Homem com enorme coragem, que demonstrava a todos, através de suas iniciativas de fazer acontecer o que era preciso, houvesse o que houvesse.
12 Era um homem de abraço paterno, amoroso e protetor;
13 Um homem que sabia viver o sacerdócio e fazer as coisas que gostava sem deixar de honrar o compromisso;
14 Foi um homem que soube ser grato pelas pessoas, por aquilo que possuía e tinha a sua disposição;
15 Valorizava as pequenas coisas e a cada um como se fosse a coisa mais importante do mundo.
“Meus desassossegos sentam na varanda pra matear saudades nesta solidão.
Cada pôr de sol dói feito uma brasa queimando lembranças no meu coração”

Obrigado Pe. Eduardo Pegoraro!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Questões do tempo...

Tem dias que parece que tudo é um peso. Quando acontece uma tragédia na nossa vida, tudo muda, repentinamente. O curioso é que, mesmo que eu ache isso muito cruel e burro, faço questão de recordar aquilo que perdi em tudo o que eu faço.


É curioso saber que, por uma estúpida questão, chamada tempo, eu deixei de fazer tantas coisas...! Deixei de dar aquele abraço... Deixei de dizer o que eu precisava dizer e que me planejei falar por muito tempo. Deixei de comemorar junto. Deixei de ser educado... Tudo porque eu sempre confiei que, com o passar do tempo eu saberia como dizer, e não teria problema o quando eu fosse dizer, contando que eu dissesse, fizesse ou compensasse com muito mais carinho do que eu deixei de dar.

O tempo providenciaria o melhor momento. Sim, porque eu fiquei esperando o melhor momento para dizer, fazer e tudo o mais. Aí, quando a pessoa se foi... não levada por um câncer, por acidente de trânsito ou uma tragédia da natureza. Nem por um descuido ou um acidente de trabalho. Mas quando ela foi levada, simplesmente levada... dói. Não apenas “doeu”, porque ainda dói. Dói, porque eu tenho a certeza de que aquele momento que eu sempre esperei para dizer e fazer nunca mais chegará.

E ele não chegará porque ele já foi embora. Eu os tive, sempre, em qualquer momento eu pude dizer “Obrigado pelo teu cuidado comigo”, ou “Me desculpe pelas minhas burradas, minhas estupidas atitudes de um adolescente mimado e egoísta... ignorante!” e então dar uma olhada debaixo para cima, receoso da reação que, por mias apreensivo que eu estivesse, sei que seria de amor. Ou então me sentir abrigado, totalmente protegido de um mundo todo cruel, em um abraço que parece que nunca vai acabar, porque ele parece imortal.

Quanta estupidez! Quanta tolice, idiotice! Eu deveria, sim, ter cuidado mais desse tesouro. Eu deveria ter amado mais esse tesouro. Eu deveria ter dado o verdadeiro valor para esse tesouro. Jamais ter reclamado das chamadas veementes, ou das vezes que cobrou um jogo de futebol de minha parte.

É. Ele morreu... pior, ele foi assassinado! Então, não bastasse a horrível dor da perda, vem a frustrante forma que levou ele. Um tiro. Um objeto de uns poucos centímetros que destruiu um homem de quase dois metros, de cento e poucos quilos, de uma força e vitalidade características de quem é feliz. De quem gosta de viver. E assim ele foi morto. Por um tiro a sangue frio, covarde! De alguém que teve medo de deixar de ser amado... tirou-nos um grande amor... um amor de pai.

Sinto, antecipadamente, a dor da orfandade. A sensação de estar sem chão, como se num espaço sideral, sem qualquer tubo de oxigênio, ou esperança de pisar firme outra vez.

Mas sei que aos poucos o chão vai firmando novamente. É claro, boa parte desta estrada está esburacada... importantes pontos de apoio em minha pista foram arrancados. Mas ainda existem outros, também importantes. E os que faltam me farão valorizar os que ainda existem? Espero que sim.

Obrigado padre Eduardo Pegoraro. Obrigado, porque você foi um pai em minha vida, você me animou, me valorizou, cobrou de mim, sorriu comigo, me fez sorrir, me deixou angustiado, angustiou-se comigo, alegrou-se por mim, e também sentiu-se ferido por tantos erros meus. Mas sempre sendo um amparo. Um homem de Deus, que soube plantar uma semente de amor em mais um coração.

Eu espero conseguir fazer esta planta crescer, florescer, dar frutos s sementes, e que se espalhem em vários corações... Exatamente como aconteceu com você.

Eternamente eu te direi: MUITO OBRIGADO, MEU PAIZINHO!!!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Retorno!


Quando ficamos sabendo do assassinato do padre Eduardo Pegoraro, muitas coisas vieram a mente de cada um. Uma das memórias que me veio a mente, em meio a tantas outras (porque foi um turbilhão) tratava do esforço do padre Eduardo em seu apoio ao nosso blog. Foi ele quem nos apoiou, desde 2012, quando foi iniciado este projeto.
   Ficou, então, a ideia de que, dentre outras coisas, uma das minhas quase obrigações, é levar a diante algo que ele também quis! O blog é resultado de uma construção conjunta e muito bonita! Não podemos desistir dele, como vínhamos fazendo (ele estava prestes a ser excluído), simplesmente porque ele toma tempo e exige de nós. Pelo contrário, deve ser algo que nos impulsione a agir, a sermos corajosos!
Estamos de luto, ainda!
   Uma das grandes e louváveis características do padre Eduardo era a de que "combinado é combinado!", portanto eu devo levar a diante. Combinamos evangelizar, animar vocações por meio desse blog. E vamos cumprir com o combinado!
   Padre Eduardo! Você se foi, mas a sua obra continuará dentro de nossas possibilidades, pois nossa vontade é imensa!
Descanse em paz!
Nós te amamos como filhos.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Somos gratos!

Pe. Eduardo Pegoraro
09/01/1982 - 22/05/2015
ordenação: 19/07/2009
Obrigado pe. Eduardo Pegoraro!

Nota de pesar

O sorriso dele, sua maior marca...
Já se passou quase uma semana e ainda nada tínhamos nos manifestado a respeito. O nosso amado padre Eduardo Pegoraro, reitor do Seminário Sagrado Coração de Jesus, onde esse blog começou, pároco em Tapera, RS, e nosso Diretor Espiritual se foi.
   É, simples assim. Se foi. Como vocês bem sabem ele foi assassinado no dia 22 desse mês que vivemos por um motivo extremamente fútil. Ciúmes. Besteira. Desde quando alguém tem direito de tirar a vida de alguém por conta de uma desconfiança infundada... ou mesmo que fosse.
   Como eu disse, ele morreu, simples assim. Mas não é tão simples, não, gente, não é! Para nós jamais será simples isso que aconteceu. Existe algo mais complexo que tentar entender como algo que vive deixa de viver? E, pior! Como algo que emanava vida pode morrer com algo tão pequeno como uma bala, fria, sem qualquer intenção de fazer mal para ele?
   Evidentemente estamos TODOS em absoluto choque pela partida brutal de nosso paizinho, que foi arrancado de nós. Sim, estamos órfãos de um grande pai, perdemos um grande irmão, foi morto um Bom Pastor, que tinha o cheiro de suas ovelhas.
   Portanto nos dói isso. Esta é a nossa nota: estamos, de uma forma que não se pode explicar, perplexos, em choque, em luto, em dor. Mas nos restam as doces lembranças de todas as maravilhas de um homem que passou fazendo o bem, como seu maior Mestre: Jesus Cristo que, isso é certo para nós, o acolheu com muito amor, no Paraíso.
    Pedimos orações, neste momento. Orações pela recuperação da família de sangue do padre Eduardo, mas também de todas as famílias que ele deixou órfãs, especialmente pelos seus filhos seminaristas, dos Seminários Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora Aparecida.
   Descanse em paz, nosso paizinho.
   

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cinco passos de uma curta caminhada

Galera;

Nestes últimos dias eu estive pensando muito em minha ação como seminarista e o que me trouxe até aqui. O que me manteve firme até aqui. E pensei em algumas coisas. Decidi contar cinco passos baseados nos momentos que eu vivi neste curto espaço de tempo (2011 até agora) e embasados nos trechos das Sagradas Escrituras e frases de nossos Papas.
   Esta é a minha última postagem como Administrador Geral, ou membro deste blog. Depois desta, eu me desligo do blog. 
   Aí está:

- 1 -
“Vale a pena dedicar-se à causa de Cristo” (São João Paulo II)

"Vale a pena dedicar-se à causa de Cristo" (São João Paulo II)
Comunidade do Seminário Nossa Senhora Aparecida 2014
Chegou o ano de 2011. Pra mim, este ano foi “O” ano, o ano de meu despertar da fé, do chamado de Deus... E qual seria este chamado de Deus! Quando decidi entrar no seminário eu tive de ter muito coragem, e foi muito difícil para eu encontrá-la! Eu estava cercado de inseguranças e, francamente, quase nada me incentivava a seguir.
          Mas dei o primeiro passo e contei a meu pai e, juntos, fomos atrás de realizar o meu sonho, o sonho que julgo ser meu destino, meu sentido de viver... Minha VOCAÇÃO!!!


- 2 -
“O meu mandamento é este: Amai-vos uns aos outros como eu amei vocês” (Jo 15, 12)

"O meu mandamento é este: Amai-vos uns aos outros como
eu amei vocês" (Jo 15, 12).
Seminário Sagrado Coração de Jesus (2013)
Então eu ingressei no Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Tapera, no ano 2012. Mas aquilo que imaginei ser a perfeição não estava nem perto daquilo que eu imaginei. Pouco daquilo que eu esperava encontrei ali. Foram grandes surpresas, mas surpresas muito boas e que me ajudaram e edificar a minha pessoa.
            Um dos grandes desafios que enfrentei (e enfrento) é submeter o meu orgulho ao amor. Fazer dele um elemento e característica do passado. Como foi difícil! Eram todos de cultura muito diferente da minha! Este mandamento me foi enormemente cobrado! Eu senti na pele!


- 3 -
“Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 20, 19)

"Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt 28, 19)
Papa Francisco com uma comissão de jovens em
peregrinação à Roma. Foto da Internet.
A Catequese foi a experiência que marcou muito o meu caminho. O Tiago Guimarães, outro seminarista, foi quem me acompanhou na preparação para a Primeira Comunhão, em 2012 e, em 2013, o seminarista Saulo Tonini (do blog) foi quem me ajudou a caminhar em direção à Crisma!
            Foi algo novo. Eu nunca realizei a pouca vontade que tinha de fazer a Catequese. Ali eu despertei para isso e amei!
            Quando chegou 23 de julho retrasado eu me vi muito ligado a este momento de minha vida. Senti que a Jornada Mundial da Juventude falava para mim, e ela foi um dos momentos mais importantes até agora, em minha caminhada. Eu simplesmente AMEI a JMJ! Quero muito ir à Cracóvia! Porque catequese é ao longo de toda a vida!


- 4 -
“Eu também fui conquistado por Jesus Cristo” (Fl 3, 12)

Entender que eu fui encontrado por Jesus Cristo e por Ele conquistado não é fácil. Ainda me é difícil aceitar que Ele veio atrás de mim, Ele quem insistiu por mim, sendo que quem precisa Dele sou eu! É muito assustador e comprometedor. Mas encanta, incentiva e apaixona, faz amar de verdade!
"Eu também fui conquistado por Jesus Cristo" (Fl 3, 12)
Papa S. João Paulo II e um jovem. Foto da Internet.
            Este trecho bíblico é, inclusive, a inspiração bíblica que carrego e transponho em meu Projeto de Vida. Faço isso porque sinto que esta realidade de minha caminhada, realidade crucial, deve ser transmitida e deve penetrar as pessoas, e procuro fazer isso por meio de meu cotidiano, embora eu falhe muito mais do que seria o aceitável.
            Sinto que é Ele quem tem de correr atrás de mim, muitas vezes. Mas, apesar de todos os desafios que me surgem, apesar de todas as renúncias que eu tenho de fazer, de ter de escolher entre isso ou aquilo, de aprender algumas coisas que não sou muito fã, de ter de engolir muitos sapos, esta consciência, de ter sido conquistado por Jesus Cristo, não por qualquer um, faz tudo – absolutamente TUDO – valer a pena!   


- 5 -
“Esteja certo disso: se você ouvir o seu Chamado e O seguir, você encontrará grande alegria e felicidade” (São João Paulo II)

Mas isto é um grande desafio. Não só pelo “seguir”, que é um imenso desafio, mas em grande parte pelo “ouvir”, que é muito difícil. Como é que eu sei se é este o chamado?
            Todos os dias eu faço aquele exercício – que não é voluntário – de me perguntar. Qual o meu lugar? Qual a minha missão, aos olhos de Deus? O que Ele quer de mim? Será que sou útil a Ele, fazendo o que faço? Será que não estou fazendo tantas pessoas perderem tempo comigo?
"Esteja certo disso: se você ouvir o seu Chamado e O seguir,
você encontrará grande alegria e felicidade" (S. João Paulo II)
Papa João Paulo, então padre, fazendo a barba, em encontro
com jovens, na Polônia. Foto da Internet.
            Por isso é muito importante ter a noção de que este é um caminhar. O que vem me ajudando muito é saber que, independente do tempo, do lugar ou de quaisquer circunstâncias, Deus sempre vai me chamar para aquilo que Ele sabe que é melhor para mim. Por isso todos os dias carecem de uma resposta renovada. Todos os dias são dias e situações novas. São novas perguntas, são crises novas, são desafios novos, são fontes de coragem e fé renovadas, mas sempre de um mesmo gerador: Deus!
            Ainda que eu esteja condenado a este  feliz desafio do discernimento diário – que dura a vida toda – eu tenho esta frase como termômetro que surgiu nos últimos dias! Sei se estou fazendo a escolha certa todos os dias quando eu sinto que estou feliz, mesmo que cansado, confuso e, por mais que seja estranho, até quando me sinto triste. Algo sempre me diz que estou feliz, basta desanuviar o céu que o Sol aparece!
Que isso os inspire e que eu sirva ao meu Senhor, que me conquistou por Seu verdadeiro AMOR!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Agradecimento do Diácono



VISITA DE DANIEL RODRIGO FELTES À SUA TERRA NATAL, NOVA BOA VISTA, A FIM DE SER ORDENADO DIÁCONO DA SANTA IGREJA CATÓLICA

SANTA MISSA DE ORDENAÇÃO DIACONAL

AGRADECIMENTO DO DIÁCONO

Comunidade S. José do Maneador, Nova Boa Vista
Domingo, 03 de agosto de 2014

 “Nossa fé no mesmo Deus nos reuniu. Em Jesus de Nazaré somos irmãos”. Por causa do Cristo Ressuscitado é que estamos aqui. Saúdo os irmãos e irmãs, os amigos que ainda não saudei pessoalmente. Que bom celebrarmos juntos este momento, que é de toda a Igreja. Estamos iniciando o mês vocacional, grande oportunidade para refletirmos sobre a vocação, o chamado que Deus faz para cada um de nós – qual a vocação que me faz ser feliz e com a qual poderei fazer outras pessoas felizes, como poderei viver uma vida com sentido verdadeiro?
Esta celebração marca um envio na minha caminhada vocacional. É assumir um compromisso maior no seguimento a Jesus Cristo, o Bom Pastor. Mas é uma caminhada que não se faz sozinho e que não aconteceu de forma individual, por isso tenho “tanto a agradecer”.
Agradeço ao Deus da vida pelo chamado, pelo projeto de felicidade a que me convida. Agradeço pela minha família, pai, mãe, irmã e irmão, avós e demais familiares que foram me educando na fé e ensinando valores fundamentais. Agradeço por esta comunidade São José, berço de tantas vocações, espaço de cuidado da vida e cultivo da fé e espiritualidade, onde vivenciei minha catequese; agradeço aos meus catequistas e às orações deste povo.
Louvo a Deus pelas oportunidades de estudo, desde as séries iniciais, ensino fundamental e médio até as duas faculdades. Agradeço a todos os professores que me auxiliaram no crescimento intelectual, a ampliar horizontes, compreender melhor a realidade, refletir sobre a sociedade e a vida.
Agradeço à Arquidiocese de Passo Fundo, nossa Igreja particular, pelo processo formativo oportunizado desde o seminário menor em Tapera, um itinerário de crescimento humano e cristão. Agradeço a todos, a cada um, que contribui efetivamente para a manutenção da formação, para os espaços mais específicos de discernimento vocacional. Agradeço aos padres formadores que foram me auxiliando de perto no âmbito vocacional, me ajudando a enfrentar as crises, superar as dúvidas e decepções, enfim, a amadurecer ao longo do processo. Agradeço a Deus pelos colegas de seminário que foram me provocando e ajudando a ser melhor, a buscar crescer, ser mais humano, colegas que foram se tornando amigos e irmãos.
Agradeço às comunidades em que atuei pastoralmente, pela acolhida, carinho, compreensão, pelos testemunhos de fé que incentivam e comprometem na missão a realizar. Enfim, agradeço a todas as pessoas com quem convivi nestes anos de seminário, que me incentivaram e questionaram, que rezaram por mim, que contribuíram de várias formas para que eu tivesse a ousadia de dar este sim, de assumir este compromisso na Igreja.
Humildemente me coloco a disposição para servir, mesmo com minhas dificuldades e limitações – mas no compromisso de continuar na busca, e conto com a Graça de Deus para ser um instrumento em suas mãos, para ser sinal de vida nova “para que todos tenham vida”, uma vida com sentido verdadeiro, vivida na alegria da fé em Deus e do seguimento a Jesus Cristo. Conto também com as orações e o apoio de cada um.
Rogo a Deus, e também quero comprometer a cada um, a sermos missionários do projeto de felicidade de Deus para toda a humanidade, de forma a entoarmos com convicção e coragem: “Leva-me onde as pessoas necessitem sentido de viver, onde falte a esperança, onde tudo seja triste, por não saber de Ti.”

Pela vida e vocação
Por toda colaboração
Minha sincera gratidão
Obrigado de coração!
  

(Fotos: Victória Holzbach, para a Arquidiocese de Passo Fundo e o diácono)

domingo, 3 de agosto de 2014

Enfim, ordenado!

Comunidade de origem de Daniel
   Hoje o nosso querido colega foi ordenado e, assim, torna-se o mais novo diácono da Arquidiocese de Passo Fundo.
   Parabéns! Que emoção deve ser sentir que deu o sim bem alto, de forma a proporcionar um lindo testemunho.
   Parabéns, Daniel Rodrigo Feltes! Você nos inspira! Você nos mostrou que todos podemos chegar lá. Nos mostrou que o esforço gera consequências, e boas! Obrigado, antes de mais nada, pelo belo exemplo que dás!
   Mas, retornando à nossa notícia, o querido seminarista Daniel Rodrigo Feltes, de origem em Nova Boa Vista, RS, foi Ordenado Diácono da Santa Igreja Católica Apostólica Romana pelas mãos de nosso bispo diocesano.
   A Ordenação aconteceu na sua capela de origem, a capela de São José do Maneador, zona rural de Nova Boa Vista. A capela ficou lotada pelos moradores da cidade, pelos amigos, colegas, familiares e clérigos. Todos rezando e dando Graças pelo mais novo diácono.
   A celebração foi presidida por Dom Antônio Carlos Altieri, sdb, nosso arcebispo, iniciando por volta das 15hs. 
Daniel com os padres formadores
   Daniel recebeu a túnica e a estola diaconal e teve impostas sobre ele as mãos de Dom Altieri e Dom Urbano Allgayer, Bispo Emérito de Passo Fundo.
   Em seu discurso, ao fim da celebração, ele agradeceu a ajuda de todos que deram socorro a ele, especialmente aos seus familiares e formadores.
   Na homilia, Dom Altieri falou da nobre missão de ser diácono, e deu suas conselhos, como pai da diocese. como pedido final, ele lembrou Daniel de que é preciso que se cumpre a ordem de Cristo, e disse: "Ide sem medo e fazei discípulos todos os povos! Que a semeadura seja grande e colheita generosa!"
recordou, também da importância do atendimento aos pobres e necessitados, e afirmou que "todos têm direito ao anúncio explícito de Jesus Cristo e Sua Palavra!"
Após a missa deu tempo de o Papo de Seminarista registrar um momento do nosso novo diácono com so formadores da Arquidiocese de Passo Fundo.