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sábado, 22 de agosto de 2015

Espaço "In Memorian"


Hoje completam-se três meses de um episódio brutal e inesquecível na vida da Arquidiocese de Passo Fundo e de muitas pessoas. São três meses sem o padre Eduardo Pegoraro, que foi assassinado aos 33 anos na Casa Paroquial em Tapera, Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
   Em 22 de maio nos sentíamos sem chão e assim por um longo período. Até que chegássemos ao dia dos três meses e compilássemos uma pequena memória para alguém que foi tão grande e especial para nós tivemos de caminhar um pouco mais ligeiro e arranjar forças no que fazíamos. Assim foi, promovendo momento de doces lembranças, de pensar e rezar por justiça, de nos mover por ela.
   E hoje publicamos algo que pretendemos fazer valer muito: a memória. Memória de alguém que não pode ser esquecido. Pois, se for esquecido, será, mais uma vez, assassinado! hoje, enfim, publicamos o espaço "Padre Eduardo Pegoraro", onde encontramos um pouquinho do que viveu este grande homem. Ainda temos muito que pesquisar e descobrir sobre ele, mas já conseguimos alguma coisa através de fontes confiáveis.
   Disponham deste espaço construído por muitas mãos.
   Confira o espaço: Padre Eduardo Pegoraro

domingo, 19 de julho de 2015

Seis anos de semeadura

19 de julho de 2015. Hoje comemoramos os seis anos de Ordenação Presbiteral do padre Eduardo Pegoraro, nosso amado ex Diretor Espiritual mas, muito mais que isso, nosso pai, como reitor do Seminário Sagrado Coração de Jesus e pároco da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, ambas funções em Tapera, RS.
   Em Água Santa, terra natal do padre, nesta tarde, celebramos uma missa recordando o aniversário de sua Ordenação e recordamos os dois meses do assassinato do padre Eduardo Pegoraro, ocorrido, como bem sabemos, no dia 22 de maio passado.

   Por isso, no dia de hoje, publicamos um vídeo em homenagem ao padre, recolhendo todas as homenagens enviadas ao padre Eduardo enviadas para o projeto “Mutirão de Homenagens”, proposto pelo nosso blog.  
   Confira o resultado:

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Do Santo Batismo

Ainda ontem, no dia 15, recebemos mais esta mensagem, via facebook, para o Mutirão de Homenagens, enviada por Fernanda Pasinato:

Nos sentimos muito honrados pelo Padre Eduardo ter abençoado a nossa pequena Catarina no dia 29/03/15, através do sacramento do batismo. Obrigada e ficam as boas lembranças.

Com a família

O Mutirão de Homenagens ao padre Eduardo Pegoraro se encerra no dia 19 de julho, sexto aniversário de ordenação presbiteral do padre, mas o prazo de envio das homenagens foi até ontem, dia 15.
   Marindia Pegoraro, irmã mais nova do padre, nos enviou, ainda na noite do dia 14, mais algumas fotos do padre, registradas no dia de sua ordenação, em 2009. São fotos com os seus familiares.

Com a Família Pegoraro, do lado paterno
Com a Família Favaretto, do lado materno.
Com o pequeno Anderson, afilhado
Com o Cleiton, seu afilhado de Crisma

quarta-feira, 15 de julho de 2015

De mais um amigo

Esta mensagem para o Mutirão de Homenagens foi enviada por André Slaviero, que vem do interior de Santa Cecília do Sul, RS.

 Padre Eduardo, você sempre foi um grande amigo, companheiro e que jamais mediu esforços para o bem de todos. Lembro-me muito bem das vezes que nos encontramos, na qual você sempre mostrava o seu sorriso e dizia palavras de sabedoria, que encantavam a todos.
Estamos ainda nos perguntando sobre como foi que aconteceu aquela incompreensível tragédia, que abalou todas as nossas vidas. Foi algo repentino e inesperado, que com certeza jamais vamos esquecer, e o bom seria se nunca tivesse acontecido. Para nós que ficamos, resta lutar agora por justiça e rezar a Deus para que, a seu exemplo, muitas sementes ainda sejam plantadas e, desta forma, germinem inúmeras bênçãos a todos nós, que partilharemos os frutos por você deixados.
Descanse em paz amigo! Saudades eternas!
"Cada por de sol dói feito uma brasa, queimando lembranças no meu coração."

Do tempo de criança

A foto que segue abaixo mostra um padre Eduardo Pegoraro extremamente jovem, na verdade ainda criança:

De uma amiga e colega Vanessa Olibone Rodigheri foto tirada em 1994 na Escola Estadual de 1 e 2 Graus Água Santa, turma da 6 série.

O padre cuidador

Maria Gatto e família
Padre Eduardo representava o cuidado com as pessoas”. Maria Gatto, de Tapera, nos recorda uma das grandes marcas do padre Eduardo, através de uma carta que conta a relação paternal e acolhedora do padre Eduardo Pegoraro, mostra-nos um pouco do sentimento que fica, mesmo depois de dois meses de assassinato do nosso querido padre. É mais uma mensagem para o Mutirão de Homenagens:

Oração...Hospitalidade...Atenção...Compro-misso...Respeito... Consideração... Padre Eduardo representava o cuidado com as pessoas. Descendentes da família de Marco e Rosa Gatto têm o 3º Encontro da Família, marcado para os dias 17 e 18 de setembro de 2016, em Tapera. Planejando, desde o início deste ano, a vinda de tantos familiares e o acolhimento com hospedagem , levamos ao Padre Eduardo essa preocupação. Ele, num gesto de grande humanidade, prontamente disponibilizou as dependências do Seminário Sagrado Coração de Jesus, de Tapera para os parentes, que ali desejassem pernoitar. Sentimos, também por mais esse motivo, dentre tantos outros, muita gratidão pelo gesto do Padre Eduardo e queremos nos unir em oração e solidariedade à família, que no próximo dia 19 de julho lembra o 6º Ano de sua Ordenação Sacerdotal e também o 2º Mês de seu Falecimento. Compartilhamos com os familiares desse momento de dor e saudade, pedindo através de orações a proteção de Deus para amenizar o sofrimento dos pais, irmã e demais familiares . Vale ressaltar, também, suas três ideias mais difundidas em todas as celebrações: celebrar, dar sentido e valorizar a vida, encontrar-se com famílias e amigos e priorizar as orações.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mais fotos

O padre Eduardo tocou até aqueles que nem queriam se manifestar sobre o assunto. Uma pessoa, que preferiu ficar no anonimato, enviou-nos algumas fotos para postarmos através do Mutirão de Homenagens. São algumas fotos de alguns momentos da caminhada do padre:




sexta-feira, 3 de julho de 2015

De um amigo poeta

O jovem passo-fundense Wesley Giacomassa também sente a dor da perda de alguém especial como o padre Eduardo. Como prova da amizade dos dois, ele enviou uma foto dele com o padre Eduardo tocando violão. Segundo Wesley a foto tem cerca de onze anos e foi feita no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Passo Fundo, SR. Para acompanhar a foto ele escreveu um pequeno poema:

"Ter um amigo é um tesouro sem preço, um gostar sem distância,
de alguém presente em nosso caminho, nas horas de dúvida, de alegria,
demais para ser perdido, importante para ser esquecido..."

De uma prima

O casal envia fotos do grande momento deles: seu casamento. Ela é prima do padre Eduardo Pegoraro, e contribui com o Mutirão de Homenagens mostrando o seu carinho e saudade. Ela escreveu assim:

Casamento de Magali Miorando e Gelson Miorando em Água Santa, no dia 09 de outubro de 2010. Com meu primo PADRE EDUARDO PEGORARO.


Pequenas grandes sementes

Quando recebemos esta homenagem, de uma forma muito especial, recordamos da lembrança de sétimo dia da morte do nosso querido padre Eduardo Pegoraro, onde se pode ler "Muitas sementes foram por mim plantadas e muitos frutos, por vocês, ainda serão colhidos."... Que belo exemplo disso. A semente da fé, essa semente é plantada nos corações destes jovens que iniciam a vida cristão. Sem dúvida, nos emocionamos com a homenagem. Que Deus os ilumine e que Jesus sempre os abrace com muito amor! Confira a homenagem que vem de Tapera, de uma das turmas de catequese:
A turma diante da pedra em homenagem ao padre,
em frente à casa paroquial.

   As lembranças de momentos bons e alegres ficarão para sempre em nossos corações.
   As celebrações com as crianças da catequese, as missas nas quais o Padre Eduardo convidava as crianças para subir ao altar, serão sempre lembradas e comentadas em nossos encontros de catequese.
   Como aquela celebração em que o Padre Eduardo, falando com as crianças pediu, - Quem fez o sinal da cruz hoje? Alguns responderem que sim outros ficaram calados. Então Padre Eduardo disse, -O sinal da cruz é um simbolo do cristão, sempre que vocês fizerem, sintam-se abraçados por Jesus!
   A nossa homenagem ao Padre Eduardo está nesta foto.
   Sinta-se abraçado por Jesus!

Turma Pré-Crisma 2015
Catequista Ana Cristina Staudt

quinta-feira, 2 de julho de 2015

De um ex formando

Mauri Kunzler, que mora em Passo Fundo e hoje cursa Agronomia na Universidade de Passo Fundo, foi formando do padre Eduardo em 2012, 2013 e 2014, cursando todo o Ensino Médio sob a tutela do padre Eduardo. Ele decidiu deixar o seminário no fim do ano passado e, em três anos, guardou recordações muito boas dele. Entre elas seguem algumas em fotos que ele enviou para nós.

Fotos dos seminaristas e formadores em 2013:
Na época o seminarista Saulo Tonini, hoje seminarista do segundo ano de Teologia, era o seminarista que auxiliava o Padre Eduardo na formação.
Dir.: Padre Eduardo, Mauri K., Saulo T. (auxiliar da formação)

Dir.: Padre Eduardo, Fabrício B. L., Miguel A. S. R., Anderson M., Saulo T.

Férias de Julho de 2013, na Cascata do Itacurubi, RS:
Na ocasião o padre e Mauri foram junto de Fabrício Benin Lorenzato, então seminarista do terceiro ano do Ensino Médio, nas terras do seu pai em uma cidade gaúcha, na fronteira do Brasil com o Uruguai.

Uma das imagens marcantes da visita dele à fronteira gaúcha com o Uruguai.

Com Mauri Kunzler


Com Mauri Kunzler


Com Altair Lorenzato.

Aqui com Fabrício Lorenzato.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Homenagem de um primo

Esta homenagem vem de Mateus Dametto, primo do padre Eduardo Pegoraro. Na fotos os dois encantando a família com seus dons musicais.

Primo Dudi.

 Não foi fácil acreditar, não foi e não será fácil aceitar... Mas Deus vem sem avisar e colhe as flores mais bonitas e importantes para o seu jardim e, com certeza, você está em um lugar muito melhor do que aqui, tocando um violão e cuidando de nós junto ao nosso Pai Celestial... A Saudade sempre será Eterna, mas vou procurar lembrar de Ti sempre olhando para essa foto, essa noite que foi o nosso último encontro juntos, onde tocamos uma gaita e uma viola junto com os nossos familiares, todos bem, todos felizes.
Obrigado pelos ensinamentos, pela sua forma alegre de contagiar a todos.

Fica com Deus, e cuida de nós meu Primo!!!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Da família Pegoraro

Nesta manhã uma das irmãs do padre Eduardo Pegoraro, Marindia Pegoraro, nos enviou algumas fotos dele, para homenagem, recordando alguns momentos deste grande padre. Confira as fotos enviadas por ela:

Cinquenta anos de casamento de Osvaldo e Dilva Maschio

Trigésimo terceiro aniversário do padre Eduardo Pegoraro, comemorado no Seminário Sagrado Coração de Jesus, no dia 09 de janeiro de 2015. 
Na foto com o amigo e ex-colega de seminário Ronaldo Fantinell.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mataram mais um irmão

Em evidente estado de mágoa, o padre Dalci Debastiani, pároco na cidade de Gentil, RS, nos escreve um texto que exprime, de certa forma, o sentimento de indignação de muitos que foram tocados pelo assassinato do padre Eduardo Pegoraro. 
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No último dia 22 de Junho foi lembrado o Trigésimo dia do assassinato do Pe. Eduardo Pegoraro em Tapera. Ainda abalada e comovida a comunidade e região realizou uma grande manifestação em favor da Paz e repudiou a violência que vitimou o padre Eduardo e que vitima 154 pessoas por dia no Brasil. De cada 100 homicídios, que ocorrem no mundo 13 acontecem em nosso país. Vivemos em estado permanente de guerra silenciosa. E o pior é que nós até acabamos nos acostumando com essa banalização da vida. A violência é fruto das injustiças, da intolerância, da idolatria que a sociedade faz do dinheiro, do consumo e do prazer tornando a vida descartável. Infelizmente nossa cultura respira mais a morte do que a vida. Ao Padre Eduardo e a cada irmão que tomba pela causa do Reino de Deus cabe o conteúdo da canção do Pe. Zezinho “mataram mais um irmão, mas ele ressuscitará. O povo não esquecerá”. Isso nos envergonha! Que seres “humanos” somos? Em cada irmão que tomba Deus fala aos Cains de hoje: “Ouço o sangue do seu irmão, clamando da terra para mim”. (Gênesis 4, 10). “... e vocês sabem que nenhum assassino tem dentro de si a vida eterna”. (Primeira carta de João 3:15”. Um psicopata como o que declarou a pena de morte ao Pe. Eduardo tem recuperação? Existe um seguimento da neurociência o qual afirma que psicopata não se recupera. Em liberdade, uma pessoa dessas representa um constante perigo a todos. Porque ele não pode se desequilibrar emocionalmente que mata. Um caso desses necessitaria, ao menos, a prisão perpétua e o reparo aos danos causados à sociedade. Você não acha? Claro, a vingança do cristão é o perdão, mas durante a manifestação o clamor por justiça foi muito grande. Sabemos que da justiça no Brasil não podemos esperar muito. Porém, da justiça divina ninguém se escapa. Aliás, não sei se me enganei, na manifestação não percebi a presença de representantes da Comissão dos Direitos Humanos prestando sua solidariedade, ao menos aos familiares do Pe. Eduardo. Ou já teriam visitado a família? Pe. Eduardo morreu mártir da vida. “Vida eu te quero, vida és Tu, meu Deus”.
Dalci Debastiani

Padre e Jornalista

Escute aí!!!

Galera!
   Das 13:00h às 14:00h os seminaristas Anderson Munari, Miguel Ângelo e Saulo Tonini participarão do programa "Gente que pensa e que faz", da rádio Planalto AM, falando sobre o nosso blog e sobre as homenagens ao nosso querido padre Eduardo Pegoraro. Então sintonize o seu rádio na Rádio Planalto AM 730khz!
 

MENSAGEM DA EEEM DIONÍSIO LOTHÁRIO CHASSOT CAMINHADA PELA PAZ – HOMENAGEM AO PADRE EDUARDO

Alunos da escola com faixa pedindo pela paz
Esta homenagem vem da Escola Dionísio Lothário Chassot, de Tapera, onde, por muito tempo, estudaram os seminaristas da nossa Arquidiocese.
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A Escola Dionísio Lothário Chassot se faz presente nesta manifestação pela paz com seus alunos, professores funcionários e pais por acreditar e difundir a ideia de que “A PAZ ESTÁ EM NOSSAS MÃOS”. Esse projeto desenvolvido junto aos alunos tem presente que o melhor meio de transmitir a paz é através de nossas atitudes de respeito, consideração e valorização de todas as pessoas. Nesse momento em que recordamos o Padre Eduardo e seu belo trabalho em nossa comunidade, voltamos o pensamento nas suas palavras na última noite da novena de maio passado, quando incentivou o cultivo de relações fraternas e harmoniosas entre todos. Que em honra à sua memória possamos concretizar cada vez mais em toda a nossa comunidade- a paz. Que ela seja vivida nas famílias, nas turmas da escola e de amigos, de maneira que todos possamos dar mais sentido à vida e à fé que nos une como irmão diante de Deus. Não poderemos jamais esquecer que aqui em Tapera um Padre foi assassinado! Não se pode tirar a vida de um aluno, nem de professor, nem de um filho, nem de qualquer pai, de ninguém, pois cada um é um Projeto de Deus, quanto mais de um enviado de Deus como o Padre que acompanha e celebra a fé de sua comunidade. Temos de nos indignar para que não se banalize a vida. Que não se repita com ninguém nenhum ato de violência! O padre em suas últimas mensagens também expressou três ideias significativas que devemos levar em nossa vida: a necessidade que os seres humanos tem de dar sentido à sua existência, de encontrar tempo para a vida em família e os amigos e celebrar a sua vida em oração. Sigamos o belo exemplo e as orientações do Pe. Eduardo.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

De um casal amigo

A homenagem que segue foi enviada pelo casal de Casca, Edinei e Silvana.

Eterno Amigo Pe.Eduardo
   São muitas lembranças que marcaram a nossa vida .. e uma delas você estava presente, tivemos a honra de termos vc celebrando o nosso matrimônio, nos abençoando para seguirmos o nosso caminho; Cada palavra dita naquele dia, está se concretizando e nunca serão esquecidas ....
   Sempre será lembrado .... Descanse em Paz ...
 Forte Abraço

Edinei e Silvana

  
  

Carta aberta

Carta aberta dos colegas do Seminário Nossa Senhora Aparecida e irmãos no ministério ordenado do querido amigo/irmão Pe. Eduardo Pegoraro
A vida é repleta de surpresas. Algumas são boas e nos enchem de alegria. Outras surpresas são ruins, provocam sofrimento, dor e morte. O próprio Senhor Jesus nos pediu: “estejam atentos e vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora”. É Jesus quem pede para estarmos preparados para as surpresas da vida.

     E a nossa Arquidiocese de Passo Fundo, seus bispos, presbíteros, seminaristas, a vida religiosa e consagrada, a família Pegoraro, comunidade de Tapera, fomos duramente atingidos por uma surpresa, uma surpresa ruim, um assassinato. No dia 22 de maio de 2015, nossas vidas mudaram para sempre. Recebemos a triste noticia de que o Pe Eduardo Pegoraro havia sido assassinado em seu escritório. Em um primeiro momento parecia mentira, depois, vem a triste confirmação: sim, o Pe Eduardo foi assassinado. Um crime que, segundo o laudo da polícia foi premeditado, qualificado, e que teve este triste desfecho.
     Toda a forma de violência e agressão é repudiada por Deus e não faz parte do projeto do Reino, que é de vida em abundância para todos (Jo 10,10). Já no Antigo Testamento, com Caim e Abel, a violência e a morte foram rejeitadas por Deus, pois Ele é o Deus da vida e não da morte. Também nós, continuadores do projeto do Reino de Deus, manifestamos publicamente nosso profundo sentimento com relação ao acontecido em Tapera. Nada justifica a morte! Nada justifica a violência!

     No ano em que nossa Arquidiocese vive o cuidado com a vida, a Igreja tem dedicado todos os seus esforços na ação evangelizadora para recuperar a cultura do cuidado com a vida em todas as suas dimensões, uma situação limite como esta não pode passar despercebida. É profundamente lamentável que a vida do Pe. Eduardo tenha sido interrompida desta forma. Um jovem presbítero, cheio de alegria e entusiasmo pela pastoral, que estava colocando em prática o seu lema presbiteral: “pregar o Evangelho a toda a criatura”.
   Queremos manifestar também a nossa triste surpresa em relação aos comentários, notas, publicações e outros que circularam pelos meios de comunicação social e rede de relacionamento, que feriram a integridade da pessoa do Pe Eduardo. Além da dor de termos que sepultar um irmão assassinado, temos que conviver com essa triste realidade, carregada de mentiras e falso testemunho. E reafirmamos, com todas as letras que nada justifica o assassinato, nada justifica a violência.
     Que a morte deste filho-irmão-amigo-padre não seja esquecida, assim como a morte cotidiana de tantos que precisamos sepultar, vitimas da violência, do trânsito, dos vícios, das consequências e inconsequências da realidade. Sejamos capazes de superar esta postura relativista diante da morte e de tantos assassinatos que acontecem diariamente em nossas comunidades.
    Por fim, com esta nota, expressamos nossa solidariedade a família do Pe. Eduardo, sua comunidade São Marcos – Água Santa, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia – Tapera, aos seminaristas, a vida religiosa, e de modo todo especial aos padres de nossa Arquidiocese. Como diz nosso querido Papa Francisco: “não deixem que vos roubem a esperança”, mesmo diante de uma situação tão delicada, que expôs a todos os padres, não permitamos que a esperança seja roubada de nossas vidas. Sigamos unidos, cuidando e defendendo a vida, para que a vida seja em abundância para todos.

Passo Fundo, 22 de junho de 2015.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Homenagem de Angelica Dahmer

A paroquiana de Tapera, Angelica Dahmer mandou a primeira homenagem para o padre Eduardo do Mutirão de Homenagens. Confira:

Vinte e dois de maio de dois mil e quinze, tinha tudo para ser simplesmente uma sexta-feira. Inicia-se o dia, assim como todos os outros, um café, depois partir para o trabalho. Depois de algum tempo trabalhando, ouço gritos, um movimento estranho, estava perto, mas não conseguia entender o que estava acontecendo, via muitas pessoas correndo, mas nada me explicava até então o telefone tocar e a notícia de que você teria sido morto, começo a tremer, apesar de estar vendo que havia algo errado acontecendo, eu não queria, eu não acreditava, há pouco tempo atrás eu tinha visto você chegando à casa paroquial, vieram muitas perguntas, dúvidas: Como? Por quê? Quem? De que jeito?
      Aos poucos, vendo aquele tumulto, mesmo sem querer acreditar, fui percebendo que tudo era real, as lágrimas foram caindo, e então chega a hora de vir pra casa quando encontro o pai, com lágrimas escorrendo pelo rosto, na frente da casa paroquial, lugar este o qual vocês sempre se encontravam para sair realizar algum de seus trabalhos juntos, lugar em que vocês conversavam, lugar este no qual vocês construíram uma grande relação de amizade.
      O dia foi péssimo, a tarde voltar a trabalhar, passar onde tudo aconteceu. A tarde não passava, em minha cabeça passava um filme dos momentos que tivemos juntos, a missa que você rezou aqui em casa, a qual deixou o pai muito feliz, seu sorriso, seu abraço de quando nos esbarrava por ai, as missas que você sempre esperava a todos na porta da igreja com um sorriso e um abraço, as vezes que você passava na frente da loja e abanava, sempre  sorrindo. Pensava como seriam os próximos dias, nos quais não nos veríamos mais. E a noite foi a pior, entrar na igreja para te receber de um jeito que nós não queríamos. É Eduardo, muitas vezes você nos esperou, nos recebeu na casa do Pai com seu sorriso, mas infelizmente amigo, nós não podemos te receber nesta casa, neste dia do mesmo jeito que você nos recebia, pois a tristeza e a dor da perda tomava conta de nós.
      Te ver daquele jeito doeu, não foi nada fácil, ver teus familiares sofrendo, assim como nós né, pois você sabe, você foi além de um padre, você foi um amigo, um irmão e para o pai até um filho, pois eu sei o quanto ele  te admirava, o quanto ele gostava de você. Quantas vezes ele deixava de fazer alguma coisa aqui em casa ou com nós, pois tinha combinado com o Padre Eduardo de fazer alguma coisa.
      Eduardo, conhecendo teus familiares, teus pais, irmãs, tias, tios, primos entendemos de onde vinha a tua pessoa, tua simplicidade, tua sinceridade, teu carinho por todos sem se importar com quem fosse, como fosse. Você resumia sua família, são todos pessoas queridas como você, foi muito bom conhecê-los, mas não precisava ter sido do jeito que foi.
      É amigo, já se passaram 30 dias que você se foi, e olha ta difícil, às vezes parece uma mentira, não há um dia em que você não é lembrado, a saudade está apertando, muitas lágrimas escorrem pelo rosto, nada fácil entrar na casa do Pai e não te ver lá. E a nossa janta/almoço que ficamos adiando, às vezes porque você tinha compromissos, às vezes nós, é, essa você ficou nos devendo.
      Eduardo, “Dudi”, hoje queremos te agradecer pela pessoa que você foi, pelas palavras de carinho, incentivo, pelos momentos que nos fizeste rir, pelos sorrisos que nos proporcionastes muitas vezes. E queremos te pedir desculpas se em algum momento deixamos a desejar, pois em meio a correria do dia-a-dia, muitas vezes passávamos e dávamos simplesmente um “oi” , pela janta que infelizmente acabou não saindo, por acreditar que faríamos amanhã, que haveria outro dia, é hoje mais do que nunca sabemos de que nada se deixa para amanhã, pois este poderá não mais existir.

      Dudi você sempre me chamava de meu anjo, agora você é o meu anjo, o nosso anjo fica bem aí tá, e cuida de nós aqui, de teus familiares, teus colegas de muita força para todos; a gente precisa muito de você, ainda. E pra você vai ai um abraço bem apertado de teus eternos amigos Luiz Paulo, Leonides, Angélica. Saudades eternas.