quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Biografia de Daniel Rodrigo Feltes



Eis que o nosso Colaborador Permanente tornou-se diácono. Mas, até então, n[os não sabíamos qual a história da vida de nosso grande Colaborador Permanente. Confira esta, escrita por ele mesmo:
Daniel Rodrigo Feltes com seus pais.
Daniel Rodrigo Feltes é o filho mais novo de Neiva Maria e Rogério Feltes e irmão dos gêmeos Fabiane Cristina e Fábio Luiz Feltes. Natural do interior de Sarandi, hoje município de Nova Boa Vista, onde seus pais trabalham como agricultores. Cresceu na comunidade São José, do Maneador, um contexto comunitário de muitas vocações, todas com algum grau de parentesco. Também teve bonito testemunho de participação e envolvimento comunitário de seus pais e familiares. Neste ambiente, desde a catequese foi despertando no Daniel um desejo de ser padre.

Assim, iniciou o processo de discernimento de sua vocação participando, desde 2003 dos encontros vocacionais. Após a conclusão do Ensino Fundamental, realizado na Escola Estadual de Ensino Médio Antônio Mathias Anschau, de Nova Boa Vista, ingressou, em fevereiro de 2005, no Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Tapera. Residiu nesta cidade para os três anos de estudos do Ensino Médio e para a formação específica do seminário.

Em 2008 passou a residir no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Passo Fundo, em vista da faculdade de filosofia no Instituto Superior de Filosofia Berthier – IFIBE. Após concluídos os três anos de estudos desta faculdade, formou-se Bacharel em Filosofia.

A etapa formativa seguinte consiste na graduação em Teologia, na Faculdade de Teologia e Ciências Humanas – Itepa Faculdades. Para isso, passou a residir, no ano de 2011, junto a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Passo Fundo. Concomitante aos dois primeiros anos de teologia, o Daniel também realizou a pós-graduação em Metodologia do Ensino Religioso pela mesma faculdade. Em 2014, voltou a residir no Seminário Nossa Senhora Aparecida e concluirá o curso de Teologia ao final deste ano.

Todo este processo de formação, discernimento e também de amadurecimento das opções de vida, permitiu ao Daniel descobrir alguns dons, entre eles o da música. Teve facilidade em aprender a tocar violão e se dedicou na animação das celebrações em várias comunidades, desde o seminário menor em Tapera.

A sua atuação pastoral agregou outras experiências em Passo Fundo onde esteve presente em algumas comunidades como catequista, visitando as famílias, fazendo momentos de oração e benção, além de colaborar na liturgia, juntamente com outros colegas seminaristas.

Também acompanhou, por um período de três anos, a Pastoral da Juventude, em nível diocesano, colaborando na organização e planejamento de diversos momentos formativos e missionários, demonstrando o seu amor para com os jovens.No ano passado se dedicou à Pastoral Carcerária de Passo Fundo, fortalecendo sua espiritualidade nas atividades no Presídio Regional e no Centro de Atendimento Sócio Educativo - CASE. E, neste ano, desempenha sua missão pastoral junto à comunidade Santo Antônio, do município de Santo Antônio do Planalto, pertencente à Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Carazinho.

Após 9 anos e meio de caminhada formativa encaminhou o pedido ao diaconato, primeiro grau da ordem. Aceito o pedido pelo colégio de consultores e o Arcebispo Dom Antônio Carlos Altieri, sua ordenação está marcada para o dia 03 de agosto, às 15 horas, na comunidade de origem, São José do Maneador, da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes de Nova Boa Vista. Ele escolheu como lema “Eu vim para que todos tenham vida!” (Jo 10,10b), tendo em vista o compromisso no seguimento a Jesus Cristo, que se apresentou como Bom Pastor, que ama e cuida de suas ovelhas.

Ordenação Prebiteral em Independência, RS

NO DIA 2 DE AGOSTO NA PARÓQUIA SANTA ROSA DE LIMA, MUNICÍPIO DE INDEPENDÊNCIA, RENATO VICENTE POHL FOI ORDENADO PADRE DEHONIANO, SCJ
“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e vossa alma encontrará repouso” (Mt 11, 29).
Renato Pohl é mais um filho da Diocese de Santo Ângelo que escutou e entregou-se ao chamado de DEUS. Após longa caminhada formativa no Seminário dos Padres Dehonianos - SCJ, o então Diácono Renato foi Ordenado Padre pelas mãos de Dom Liro Vendelino Meurer, 4º Bispo Angelopolitano, em sua Paróquia natal, Santa Rosa de Lima, no município de Independência.
Na Celebração estiveram presentes diversos Padres Dehonianos, bem como Diáconos da mesma Congregação e alguns Padre Diocesanos.
É sempre importante lembrar que os estudos formativos não acabam na Ordenação Presbiteral. Muito pelo contrário. Eles devem se intensificar através de cursos, leituras regulares ...
Agora Ordenado, Renato pode melhor servir as necessidades do Povo de Deus. Este passo que foi dado é algo muito importante e exigente, pois agora ele é responsável pelo Povo de Deus. Seu dever é levar por onde passar a Palavra de Amor que Cristo nos ensina.
Que o Sagrado Coração de Jesus o Ilumine neste seu caminho.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Homenagem


Antônio ajudou na Missa de Ordenação.

"Com alegria é que acolhemos o mais novo diácono da Arquidiocese de Passo Fundo, lhe admiro muito Daniel, sei que percorreu um grande caminho para chegar até aqui, foi necessário o deixar-se conduzir por Cristo, Ele que nos toma pela mão e nos faz caminhar, te ensinou a Amar e ver no outro o próprio Jesus Cristo, sei também que está procurando cada vez mais assemelhar-se ao Cristo, doando a tua vida pelos os que mais precisam. Vai firme nessa tua caminhada, com coragem e ousadia, tendo sempre a Mãe Aparecida como protetora e o povo como razão da tua missão. Evangelize com alegria, pois tu és um sinal de vida e uma seta que aponta para Deus."

(Antônio Santos, seminarista na Arquidiocese de Passo Fundo)

Homilia do Arcebispo

VISITA DE DOM ANTÔNIO CARLOS ALTIERI A SERAFINA CORRÊA POR OCASIÃO DA FESTA DO DIA DO PADRE

SANTA MISSA PARA O DIA DO PADRE
HOMILIA DO ARCEBISPO

Santuário Nossa Senhora do Rosário, Serafina Corrêa
segunda-feira, 04 de agosto de 2014

Estimados Irmãos no Episcopado, D. Urbano e D. Ercílio e 
Queridos irmãos no sacerdócio!

Na festa litúrgica de São João Maria Vianney, o Cura D´Ars, patrono dos padres, celebramos o dia feliz do sacerdócio e da nossa alegria sacerdotal. O Senhor ungiu-nos em Cristo com óleo da alegria, e esta unção convida-nos a acolher e cuidar deste grande dom: a alegria, o júbilo sacerdotal. O Papa Francisco nos disse, aos bispos, que não tem sentido um bispo triste... penso que até por analogia podemos dizer que não tem sentido um padre triste !!!

A alegria do sacerdote é um bem precioso tanto para si mesmo como para todo o povo fiel de Deus: do meio deste povo fiel é chamado o sacerdote para ser ungido e é enviado para ungir o mesmo povo ao qual pertencia...

Ungidos com óleo de alegria para ungir com óleo de alegria. Celebrar a Eucaristia para ser Eucaristia para os demais... A alegria sacerdotal tem a sua fonte no Amor do Pai, e o Senhor deseja que a alegria deste amor «esteja em nós» e «seja completa». Gosto de pensar na alegria contemplando Nossa Senhora, que temos o privilégio de seu patrocínio em nossa Arquidiocese: Maria é «Mãe do Evangelho vivente, fonte de alegria para os pequeninos» (Exort. ap. Evangelii Gaudium, 288), e creio não exagerar se dissermos que o sacerdote é uma pessoa muito pequena: a grandeza incomensurável do dom que nos é dado para o ministério nos coloca entre os menores dos homens. O sacerdote é o mais pobre dos homens, se Jesus não o enriquece com a sua pobreza; é o servo mais inútil, se Jesus não o trata como amigo; é o mais louco dos homens, se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro; o mais indefeso dos cristãos, se o Bom Pastor não o fortifica no meio do rebanho. Não há ninguém menor que um sacerdote deixado meramente às suas forças; por isso, a nossa oração de defesa contra toda a cilada do Maligno é a oração da nossa Mãe: sou sacerdote, porque Ele olhou com bondade para a minha pequenez. E, a partir desta pequenez, recebemos a nossa alegria. Alegria na nossa pequenez!

Na nossa alegria sacerdotal, existem três características significativas: uma alegria que nos unge (sem nos tornar untuosos, suntuosos e presunçosos), uma alegria incorruptível e uma alegria missionária que irradia para todos e todos atrai a começar, pelos mais distantes...

Uma alegria que nos unge. Quer dizer: penetrou no íntimo do nosso coração, configurou-o e fortificou-o sacramentalmente. A graça enche-nos e derrama-se íntegra, abundante e plena em cada sacerdote. Ungidos até aos ossos… e a nossa alegria, que brota de dentro, é o eco desta unção.

Uma alegria incorruptível. A integridade do Dom – ninguém lhe pode tirar nem acrescentar nada – é fonte incessante de alegria: uma alegria incorruptível, a propósito da qual prometeu o Senhor que ninguém no-la poderá tirar. Pode ser adormentada ou sufocada pelo pecado ou pelas preocupações da vida, mas, no fundo, permanece intacta como o tição aceso dum cepo queimado sob as cinzas, e sempre se pode renovar.

Uma alegria missionária. A alegria do sacerdote está intimamente relacionada com o povo fiel e santo de Deus, porque se trata de uma alegria eminentemente missionária.  A unção ordena-se para ungir o povo fiel e santo de Deus: para batizar e confirmar, para curar e consagrar, para abençoar, para consolar e evangelizar.

E, sendo uma alegria que flui apenas quando o Pastor está no meio do seu rebanho é, por isso, uma «alegria guardada» por este mesmo rebanho. Mesmo nos momentos de tristeza, quando tudo parece escurecer-se e nos tenta a vertigem do isolamento, naqueles momentos apáticos e chatos que por vezes nos assaltam na vida sacerdotal (e pelos quais também eu passei), mesmo em tais momentos o povo de Deus é capaz de guardar a alegria, é capaz de proteger-te, abraçar-te, ajudar-te a abrir o coração e reencontrar uma alegria renovada.

«Alegria guardada» pelo rebanho e guardada também por três irmãs que a rodeiam, protegem e defendem: irmã pobreza, irmã fidelidade e irmã obediência.

A alegria do sacerdote é uma alegria que tem como irmã a pobreza. O sacerdote é pobre de alegrias meramente humanas: renunciou a tantas coisas! E, visto que é pobre – ele que tantas coisas dá aos outros –, a sua alegria deve pedi-la ao Senhor e ao povo fiel de Deus. Não deve buscá-la ele mesmo. Sabemos que o nosso povo é generosíssimo a agradecer aos sacerdotes os mínimos gestos de bênção e, de modo especial, os Sacramentos. Muitos, falando da crise de identidade sacerdotal, não têm em conta que a identidade pressupõe pertença. Não há identidade – e, consequentemente, alegria de viver – sem uma ativa e empenhada pertença ao povo fiel de Deus. O sacerdote que pretende encontrar a identidade sacerdotal perguntando a si mesmo,  na própria interioridade, talvez não encontre nada mais senão sinais que dizem «saída»: sai de ti mesmo, sai em busca de Deus na adoração, sai e dá ao teu povo aquilo que te foi confiado,  e o teu povo terá o cuidado de fazer-te sentir e experimentar quem és, como te chamas, qual é a tua identidade e fazer-te-á rejubilar com aquele cem por um que o Senhor prometeu aos seus servos. Se não sais de ti mesmo, o óleo torna-se rançoso e a unção não pode ser fecunda. Sair de si mesmo requer despojar-se de si, comporta pobreza...

A alegria sacerdotal é uma alegria que tem como irmã a fidelidade. Ouvimos Jeremias na Primeira Leitura hoje.  Não tanto no sentido de que seremos todos «imaculados» (quem dera que o fôssemos, com a graça de Deus!), dado que somos pecadores. Aqui está a chave da fecundidade. Os filhos espirituais que o Senhor dá a cada sacerdote, aqueles que batizou, as famílias que abençoou e ajudou a caminhar, os doentes que apoia, os jovens com quem partilha a catequese e a formação, os pobres que socorre… todos eles são esta «Esposa» que o sacerdote se sente feliz em tratar como sua predileta e única amada e ser-lhe fiel sem cessar. É a Igreja viva, com nome e sobrenome, da qual o sacerdote cuida na sua paróquia ou na missão que lhe foi confiada, é essa que lhe dá alegria quando lhe é fiel, quando faz tudo o que deve fazer e deixa tudo o que deve deixar contanto que permaneça no meio das ovelhas que o Senhor lhe confiou.

A alegria sacerdotal é uma alegria que tem como irmã a obediência. Obediência à Igreja na Hierarquia que nos dá, por assim dizer, não só o âmbito mais externo da obediência: a paróquia à qual sou enviado, as faculdades do ministério, aquele encargo particular… e ainda a união com Deus Pai, de Quem deriva toda a paternidade. Mas também a obediência à Igreja no serviço: disponibilidade e prontidão para servir a todos, sempre e da melhor maneira, à imagem de «Nossa Senhora da Prontidão» , que se apressa a servir sua prima e está atenta na festa de Caná, onde falta o vinho. A disponibilidade do sacerdote faz da Igreja a Casa das portas abertas, refúgio para os pecadores, lar para aqueles que vivem na rua, casa de cura para os doentes, acampamento para os jovens, sessão de catequese para as crianças da Primeira Comunhão… Onde o povo de Deus tem um desejo ou uma necessidade, aí está o sacerdote que sabe escutar e pressente um mandato amoroso de Cristo que o envia a socorrer com misericórdia tal necessidade ou a apoiar aqueles bons desejos com caridade criativa.

Neste dia do Padre, peço ao Senhor Jesus que faça descobrir a muitos jovens aquele ardor do coração que faz acender a alegria logo que alguém tem a feliz audácia de responder com prontidão à sua chamada.

Neste dia do Padre, peço ao Senhor Jesus que conserve o brilho jubiloso nos olhos dos nossos padres jovens, que partem para «se dar a comer» pelo mundo, para consumar-se no meio do povo fiel de Deus, que exultam preparando as primeiras homilias, as primeiras Missas, os primeiros Sacramentos, a primeira Confissão… É a alegria de poder, pelas primeiras vezes, como ungidos, partilhar – maravilhados – o tesouro do Evangelho e sentir que o povo fiel volta a ungir-te de outra maneira: com os seus pedidos, inclinando a cabeça para que tu os abençoes, apertando-te as mãos, apresentando-te aos seus filhos, intercedendo pelos seus doentes…

Neste dia do Padre, peço ao Senhor Jesus que confirme a alegria sacerdotal daqueles que têm muitos anos de ministério. Aquela alegria que, sem desaparecer dos olhos, pousa sobre os ombros de quantos suportam o peso do ministério, aqueles sacerdotes que já tomaram o pulso ao trabalho, reúnem as suas forças e se rearmam: «tomam fôlego», como dizem os desportistas.

Enfim, neste dia sacerdotal, peço ao Senhor Jesus que brilhe a alegria dos sacerdotes idosos, sãos ou doentes. É a alegria da Cruz, que brota da certeza de possuir um tesouro incorruptível num vaso de barro que se vai desfazendo. Sim meus queridos irmãos, é na generosidade de doar-se, onde acontece o estupendo milagre da multiplicação que ouvimos no Evangelho. Sejamos nós, clero arquidiocesano de Passo Fundo os generosos multiplicadores do Amor de Deus, primeiro entre nós, que precisa cada dia ser construído por mim e por vocês. Quando tivermos então, amadurecidos neste Amor, então todos os irmãos nossos poderão reconhecer em nós Atos de Apóstolos de Jesus: Vede como eles se amam. Amém !


Laus Deo !

Dia do padre!!!

              A Arquidiocese de Passo Fundo celebrou o dia do padre, nesta segunda-feira, em Serafina Corrêa, RS. O grande encontro com os padres da nossa Arquidiocese teve início com uma missa solene, presidida pelo arcebispo, D. Antônio Carlos Altieri.
Igreja Matriz de Serafina Corrêa
            Um dia chuvoso marcou o 04 de agosto, dia de São João Maria Vianney, padroeiro dos padres, na cidade de Serafina Corrêa. A cidade recebeu, nesta segunda-feira os padres de toda a Arquidiocese de Passo Fundo, bem como seu arcebispo titular, o arcebispo emérito e o bispo emérito. À festa reuniram-se os seminaristas diocesanos da etapa de Filosofia e Teologia, residentes em Passo Fundo.
Nossos jovens diáconos.
            A Igreja Matriz da cidade, que também é Santuário mariano, viu-se repleta de bancos preenchidos por vários presbíteros. Ali, em meio a estes presbíteros alguns de nós, seminaristas, inspiravam-se pelo testemunho que era dado ali, o testemunho de união, comunhão da Igreja local.
            Quando a missa começou, às 10h30min uma das novidades agradáveis era a presença do recém-ordenado diácono de nossa arquidiocese, diác. Daniel Feltes, junto de Bruno Silva, outra presença diaconal ordenada este ano, no início do ano.
            Após a missa o encontro dos padres foi marcado por uma grande confraternização no salão paroquial, logo ao lado da igreja, onde todos puderam saborear um delicioso almoço. Do encontro, outra lembrança que ficou, foi a entrega de uma garrafinha personalizada para o encontro promovido na área pastoral de Guaporé.
Os padres reunidos após a missa.

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domingo, 3 de agosto de 2014

Em Santo Ângelo

Os dois diáconos da diocese. Foto: Sacerdos Catholicus 
A Diocese de Santo Ângelo também se alegrou, neste domingo dedicado à comemoração do dia do padre, a ordenação diocanal. Desta vez foram dois.
   Aconteceu na Catedral Angelopolitana, na cidade de Santo Ângelo. Os dois novos diáconos da diocese chamam-se Giani e Marcos!
   Parabéns aos novos diáconos, outros dois rapazes de coragem que se dispõem a servir com coragem o nosso Mestre!

Da Ordenação

VISITA DE DOM ANTÔNIO CARLOS ALTIERI A NOVA BOA VISTA A FIM DE ORDENAÇÃO DIACONAL DE DANIEL RODRIGO FELTES

SANTA MISSA DE ORDENAÇÃO DIACONAL
HOMILIA DO ARCEBISPO

Comunidade S. José do Maneador, Nova Boa Vista
Domingo, 03 de agosto de 2014

Caríssimo irmão no episcopado D. Urbano Allgayer,
Caros padres, diácono,
Caríssimos Religiosos e Religiosas,
Seminaristas e ministros aqui presentes...
Prezadas autoridades civis e militares bem como todo o povo de Deus aqui reunido



Ação de Graças sejam dadas à Deus!  Hoje é um dia especial para toda a nossa Arquidiocese de Passo Fundo, pois mais um irmão é confirmado no chamado divino. Chamado que supões resposta, entrega, compromisso.

Ao longo de muitos anos no período formativo, deixando-se modelar sempre mais pelo Cristo Bom Pastor, nosso jovem seminarista esforçou-se por assemelhar o máximo possível sua vida à vida daquele a quem hoje se entrega por inteiro e definitivamente: Jesus Cristo. Ser discípulo na escola do Mestre é condição inerente para aqueles que desejam atualizar no mundo de hoje tudo aquilo que Ele fez e ensinou! O Daniel percorreu este caminho, foi acompanhado por D. Ercílio, depois por mim, por seus formadores, familiares, amigos e Comunidade. A Celebração de sua Ordenação Diaconal hoje é consequência de um caminho de aprendizado percorrido e das virtudes alcançadas neste itinerário espiritual!

Pois bem, caríssimo filho, gostaria de lhe dirigir algumas palavras para que elas o ajudem e sustentem sua missão nesta etapa vocacional tão significativa de sua vida:

Esteja sempre configurado e unido a Cristo, servo e servidor! “Sem mim nada podeis fazer”, Ele mesmo nos ensinou fazendo essa afirmação. Não tenha medo de gastar a sua vida pela causa desse Mestre... Construir o Reino de Deus sem se cansar e sem deixar-se abalar passa a ser sua Missão, pois como nos recorda Santo Agostinho, “cansaço de amor não cansa”. Seja cada gesto seu uma expressão da bondade e da misericórdia de Deus que não sabe não amar os seus! Construa o Reino, sobretudo no meio dos pobres e sofredores: sobretudo os excluídos de nossa sociedade e não raras vezes de nossas Comunidades: os indígenas, os presidiários, os homossexuais, os dependentes químicos e outros grupos para os quais também deve chegar a mensagem do Evangelho!

Cultive o amor incondicional pela Igreja, a qual você jurou fidelidade e que tem a responsabilidade de levar a termo a Boa Nova deixada por Jesus; zele pela Sagrada Liturgia a fim de que expresses com dignidade aquilo que acreditamos... Encontre na Oração da Liturgia das Horas ocasião de viver unido a todos os batizados do mundo inteiro e de alimentar no seu coração a missionaridade de quem Ama sem limites... Busque na Eucaristia a força e a fonte de sua espiritualidade sacerdotal. Proclame a Palavra no tempo oportuno e no tempo inoportuno também e esteja em unidade com o seu Bispo, cuja promessa de obediência hoje você faz, tornando-se meu colaborador nas funções diaconais que a você são confiadas.

Penso que se você, em seu caminho, continuar se esforçando e se dedicando a sua missão, desempenhará com amor seu diaconato e será, para muitos, testemunho de comunhão, fraternidade e fé. As três mesas da diaconia devem ser a meta de sua vocação nestes tempos: A mesa da Palavra, da Eucaristia e da Caridade. Com a Palavra anunciarás o Verbo Divino e seu Projeto de amor concretizado no Reino de Deus; com a vivência da Eucaristia você levará seus irmãos à fonte e ao ápice da vida cristã, como nos fala a “Sacrossantum Concilium” e nos confirma São João Paulo II, em sua encíclica “Mane Nobiscum Domine”; e, pela Caridade levarás a presença de Cristo, amigo dos pobres, dos órfãos e das viúvas. Nunca esquecendo que todos têm direito ao anúncio explícito de Jesus Cristo e Sua Palavra!

Conserve a comunhão, a amizade e a unidade com seu Bispo Diocesano, com os projetos desta Igreja local, na qual está constituído para colaborar na construção do Reino. Abrace o Celibato como expressão profunda do desejo de ser mais parecido com o Mestre e anuncie sempre com a sua vida tudo aquilo que, desde o batismo você recebeu de sua família, amigos, comunidade, bispos e formadores. Esta é a palavra bendita da libertação que vais anunciar. E como diria Santo Antônio, anuncie o Evangelho sempre e, se for preciso, use as palavras!

Enfim, querido filho, desejo que seu caminho seja frutuoso, que você consiga espalhar as sementes do bem, da verdade e da justiça que geram fraternidade e solidariedade e alegria! E não se canse nunca de fazer o bem. Estarei sempre a sua disposição para ajuda-lo e orientá-lo neste Caminho, que tem cruzes, mas experimenta com muito mais força a beleza e a profundidade da ressurreição! Após completarmos um ano da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, termino esta minha reflexão enviando a você, especialmente, e a todos os batizados e batizadas aqui presentes: Ide sem medo e fazei discípulos todos os povos! Que a semeadura seja grande e colheita generosa!

Laus Deo!